Integrantes do Movimento Roessler para Defesa Ambiental visitaram as obras da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Luiz Rau, no bairro Santo Afonso, em Novo Hamburgo, na segunda-feira (05), juntamente com a direção da Comusa. A ETE é uma luta dos ecologistas desde 1990, quando o Movimento Roessler lançou a campanha “Esgoto Cloacal Já”.
A entidade está atenta à evolução das obras da ETE, essa reivindicação antiga que, finalmente, está se concretizando em metade da cidade e que num futuro também vai tratar o esgoto do Arroio Pampa.
O ecologista Arno Kayser salienta que a entidade compreende que tratar o esgoto de Novo Hamburgo é um dos principais desafios de recuperação do Rio dos Sinos hoje, “pois somos a cidade que mais polui com esgoto não tratado o nosso rio.”
Na ocasião, também foi abordado o tema da cobrança de taxa de esgoto. O Movimento Roessler ressaltou a importância da Comusa se preparar para o debate sobre o aumento da taxa quando começar a cobrar pelo tratamento do esgoto. “Como a taxa será de 70% do consumo de cada economia, certamente haverá resistência da população. Daí a importância de uma campanha de conscientização sobre os impactos do esgoto tratado em nossas vidas e da valorização do pagamento deste serviço”. A entidade ainda lembrou que “a população precisa estar bem informada, inclusive, transparência nas ações da administração municipal é uma das cobranças recorrentes dos integrantes do Movimento Roessler”.
Conforme o diretor técnico da Comusa, Neri Chilanti, a previsão de início de operação da ETE é entre 10 e 14 meses, antes disso o Movimento Roessler realizará uma nova visita técnica.
Participaram do encontro, pelo Movimento Roessler, a arquiteta Rejane Dreher – também integrante da Associação de Arquitetos e Engenheiros de Novo Hamburgo (ASAEC) – a vice-presidente Cristina Haag, o agrônomo Arno Kayser e o secretário Carlos Rasch. Da Comusa, além do diretor técnico, também participou o diretor-geral Paulo Kopschina, e da Associação de Arquitetos e Engenheiros de Novo Hamburgo (ASAEC), o engenheiro civil Eduardo Torri e a arquiteta e urbanista Lourdes Ferla.
Cátia Cylene
Assessoria de Comunicação