O VerdeSinos Cidades-esponja consolidou seu primeiro quadrimestre de execução, de julho a outubro de 2025, com avanços estratégicos nas frentes técnica, institucional, educativa e socioambiental, fortalecendo as bases para a implementação das ações previstas na quinta etapa. O projeto é realizado pelo Comitesinos e Movimento Roessler, em parceria com a Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental.
No campo administrativo e de governança, o período foi marcado por intensas tratativas com a Petrobras para adequações metodológicas, reprogramação de rubricas e definição de procedimentos operacionais. Destacam-se a autorização para contratação da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) como serviço de terceiros para as ações de pesquisa em áreas úmidas e a formalização da EMATER/RS-Ascar como consultora técnica, garantindo segurança jurídica e conformidade financeira para o início das atividades de campo.
No eixo de conservação das áreas úmidas, foram realizadas reuniões de alinhamento técnico e planejamento das campanhas de monitoramento, com definição de metodologia, cronograma e aquisição de equipamentos laboratoriais, incluindo sonda multiparâmetros. As ações preparatórias asseguram a padronização dos dados e a qualidade científica das análises que serão realizadas ao longo do projeto.
Recuperação de áreas verdes — De acordo com a coordenadora do VerdeSinos, Kely Boscato, as ações de recomposição da mata ciliar avançaram com planejamento técnico, visitas de campo e articulação institucional no município de Três Coroas. O quadrimestre culminou em uma grande ação de plantio, realizada em outubro, com a recuperação de aproximadamente 4.000 m² de área, por meio do plantio de 700 mudas de espécies nativas, mobilizando 85 voluntários de diferentes municípios da bacia.
Na frente de agroflorestas em comunidades escolares e ambientes urbanos, houve articulação com centros de educação ambiental, secretarias municipais e extensionistas, além do início da instalação de estufas e viveiros-escola nos municípios de Sapucaia do Sul, Novo Hamburgo e Santo Antônio da Patrulha. A equipe também se concentrou no planejamento da cartilha digital Cultivo em Espaço Urbano, que sistematizará as experiências práticas do projeto.
A educação ambiental teve forte presença territorial. Foram realizadas capacitações, palestras e participações em eventos regionais, como a FEMICTEC, reuniões do Comitesinos, Semana Interamericana da Água e encontros com educadores e instituições parceiras. Ao todo, 1.134 pessoas foram diretamente alcançadas pelas ações educativas e de mobilização no quadrimestre.
Residência esponja modelo será construída em Canoas
No primeiro quadrimestre, o projeto também avançou na construção do Módulo Sustentável – Residência Esponja Modelo, com visitas técnicas, estudos preliminares, reuniões de alinhamento com a prefeitura de Canoas e validação técnica junto à Petrobras. A unidade será construída no Parque Getúlio Vargas, com o desenvolvimento de práticas focadas em soluções baseadas na natureza no meio urbano. O objetivo é apresentar alternativas para enfrentar eventos climáticos extremos, como enchentes, absorvendo, filtrando e devolvendo a água da chuva ao solo.
Estrutura da unidade sustentável
- Telhado Verde: cobertura vegetal que retém água da chuva.
- Jardins Verticais: estruturas para otimizar o uso da água e melhorar o microclima.
- Jardins de Chuva/Sistemas de Manejo: áreas projetadas para absorver o escoamento superficial e evitar sobrecarga nas redes de drenagem.
- Finalidade Educativa: destinada a capacitar estudantes, universidades e a comunidade em geral sobre práticas sustentáveis.
Educação ambiental — Na área de gestão de resíduos sólidos e educação ambiental, destacam-se as articulações para implantação de ecopontos em Três Coroas e o início das ações da Roda de Conhecimento Ambiental na Aldeia Pindoty, com encontros participativos, oficinas práticas e integração de saberes tradicionais e técnicos.
Vale ressaltar que o conjunto das ações realizadas neste primeiro quadrimestre evidencia o papel do Projeto VerdeSinos Cidades-esponja como articulador de soluções baseadas na natureza, educação ambiental e participação social, consolidando as condições técnicas, institucionais e territoriais para a ampliação das ações nos próximos períodos.