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Comitesinos dá seguimento ao VerdeSinos etapa 4

Comitesinos dá seguimento ao VerdeSinos etapa 4 O Comitesinos está em processo de renovação do plenário. Após atender às resoluções 230/237 do Conselho de Recursos Hídricos do Estado, que regulamentam a descrição e a distribuição de vagas na composição dos comitês de gerenciamento de bacia gaúchos, o Comitesinos dá sequência ao seu processo de renovação de entidades-membro e diretoria para o biênio 2022-2024. Mensalmente os parceiros do Projeto VerdeSinos se reúnem para discussão, planejamento, troca, qualificação, capacitação dos técnicos e para manutenção das atividades em rede — o grande diferencial dessa iniciativa permanente que já dura mais de 15 anos e que trouxe resultados concretos para a sustentabilidade econômica, social e ambiental da bacia hidrográfica do Rio dos Sinos, sempre com foco na água.’ Na foto, nova placa de identificação do Verdesinos instalada numa das Unidades de Referência integrante da 4ª etapa do projeto – Centro de Educação Ambiental Ernest Sarlet, de Novo Hamburgo. NOS ACOMPANHENAS REDES SOCIAIS Facebook Instagram Youtube ÚLTIMAS NOTÍCIAS Comitesinos dá seguimento ao VerdeSinos etapa 4 Read More Movimento Roessler aciona MP sobre o arboricídio no Parcão Read More 45 anos resumidos numa estampa Read More Direitos da Natureza Read More PrevAnteriorComitesinos institui GT para definir mecanismo e preço pelo uso da água Próximo45 anos resumidos numa estampaNext Compartilhe

Os Banhados em Nós e Nós nos Banhados

O livro Os Banhados em Nós e Nós nos Banhados: Patrimônio Cultura, Material e Natural da Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos, Rio Grande do Sul, é fruto da dissertação de Mestrado em Diversidade Cultural e Inclusão Social de Débora Cristina da Silva. A obra apresenta ampla pesquisa sobre os usos dos banhados e sua relação com a comunidade. Para tanto utilizou duas questões orientadoras: Qual o espaço que o banhado tem na vida as pessoas que habitam a bacia hidrográfica do Rio dos Sinos? E, se existem fatores materiais, culturais e naturais capazes de contribuir para o processo de tombamento dos banhados da bacia Sinos? Pela crescente ocupação dos banhados a obra defende o tombamento deles como patrimônio, uma opção alternativa às leis de conservação ambiental e de gestão de recursos hídricos. Com os elementos descobertos na pesquisa, é coerente a recomendação de que o reconhecimento dos banhados como patrimônio material, cultural e natural da bacia hidrográfica do Rio dos Sinos desponta como uma estratégia viável de conservação “dos banhados em nós e de nós nos banhados”.

Loteamento Recanto da Paz em Campo Bom sofre com falta de tratamento de esgoto

Conviver com a falta de tratamento de esgoto tem levado os moradores do Loteamento Recanto da Paz, em Campo Bom, a impactarem nascentes e comprometerem sua qualidade de vida. São cerca de 100 moradias ocupadas por aproximadamente 500 pessoas neste loteamento existente há 16 anos. O principal impacto ambiental é causado pelos dejetos dos moradores e por entulhos das áreas próximas que são ocupadas por pessoas de fora do loteamento, inclusive por um criador de porcos, tudo bem próximo de uma nascente. Já houve notificação para saírem, mas permanecem impactando a área, que, inclusive, está localizada na borda da planície de inundação do Rio dos Sinos, no bairro Mônaco. No Recanto da Paz a prefeitura executou apenas as obras de escoamento do esgoto das casas da Rua Boa Vista, Rua da Paz, Rua da Bica e Rua da Lagoa, até quase a reserva ambiental localizada ao lado esquerdo do loteamento, onde o esgoto é despejado livremente. Nesta área, de preservação permanente, encontra-se uma nascente e suas águas já estão contaminadas. Conforme estudos da vigilância sanitária, realizados a pedido do presidente da Associação dos Moradores do Recanto da Paz, Ezequias dos Santos, a análise da água coletada na nascente e em mais dez pontos nos poços artesianos apontou alta presença de coliformes fecais e de bactéria Escherichia coli. Ali, todos cidadãos utilizam água de poço artesiano, ou seja, dependem daquela água que oferece risco de intoxicação. O loteamento não é regularizado ainda, embora toda documentação necessária já tenha sido encaminhada. Por conta disso a população não tem acesso à água tratada pela Corsan. Preocupado com a saúde da comunidade, Ezequias tem acompanhando, junto com a agente de saúde do município, os casos de doenças causadas por bactérias. “São alguns casos isolados, mas podem aumentar e se agravar com a água contaminada”. E é sabido que investir em saneamento básico é economizar em doença. Segundo a Fundação Nacional de Saúde (FUNASA), a cada R$ 1,00 (um real) investido em saneamento, economiza–se R$ 5,00 (cinco reais) em medicina curativa.  O motorista Adelar de Moura Oliveira, 48 anos, é um dos primeiros moradores do loteamento. Ele lembra das várias tentativas investidas no sentido de regularizar os lotes e de preservar a vertente. Ele mora com a esposa e filho na Rua Leão XIII, bem ao lado da área de preservação, e teme pela saúde da comunidade. “Já cansamos de ver as crianças e até adultos com diarreia e outras doenças. Não queremos que isso piore para a gente”, ressalta. Tratamento de esgoto por evapotranspiração A intenção da Associação de Moradores é implementar um projeto de fossa séptica tratada com árvores e plantas, igual ao utilizado pelo Centro de Educação Ambiental Ernest Sarlet (CEAES), de Lomba Grande/Novo Hamburgo. Modelo que Ezequias conheceu em saída a campo realizada durante a Capacitação Gestores Ambientais Comunitários, em setembro de 2015, promovida pelo Movimento Roessler para Defesa Ambiental. Desde outubro do ano passado ele busca alguma solução para preservar a nascente. A estação de tratamento de esgoto por evapotranspiração do CEAES, desenvolvida pelo engenheiro Fabio Fernandes, dá conta dos resíduos gerados por 5 mil pessoas (média/ano) que utilizam o local. Trata-se de um sistema fechado, sem infiltração no solo, onde plantas realizam o processo de filtração das águas servidas. A iniciativa melhora os índices de saneamento básico e a consequente preservação dos recursos hídricos do município. Dados do Comitesinos apontam que o maior problema de qualidade das águas do Rio dos Sinos e formadores é decorrente do inexpressivo volume de esgotos tratados, especialmente domésticos. Portanto, todas as iniciativas que tenham como objetivo a diminuição da carga orgânica lançada nos cursos d’água são louváveis, legítimas e desejáveis. Há que se considerar, no entanto, que é dos municípios a competência legal pela prestação de serviços de saneamento. Segundo o presidente do Comitesinos, Adolfo Klein, a população, quando disposta a implementar sistema de tratamento de esgotos tradicional ou alternativo, deve submeter o projeto à municipalidade, seguindo todos os tramites técnicos e legais necessários. “O percurso resguarda as comunidades de possíveis impactos indesejados e garante a conformidade do sistema de tratamento adotado”, salienta. O secretário de Meio Ambiente, José Alfredo Orth, afirma que o pedido para a implantação da estação de tratamento de esgoto foi recebido pela prefeitura, embora argumente que o projeto ainda necessita maiores análises sobre os resultados da água final. “Vamos visitar o modelo de Lomba Grande para conhecer melhor o projeto e vamos fazer o levantamento do custo desta obra”. O Movimento Roessler entende que o debate sobre o projeto deve avançar na busca de solução para esta situação que é importante para a comunidade local e para a despoluição do Sinos. “Deve haver uma avaliação detalhada da viabilidade da proposta por técnico especializado no tema a fim de garantir o correto dimensionamento da solução a ser implantada. Também salientamos que devam ser cumpridos todos procedimentos legais da questão para que se construa uma solução permanente para este e os demais problemas enfrentados pela comunidade”, ressalta Arno Kayser, presidente da entidade. Cátia Cylene