Movimento Roessler

Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Maior crime da indústria da agrotóxicos completa 39 anos

Maior crime da indústria da agrotóxicos completa 39 anos Na madrugada de 3 de dezembro de 1984, cerca de 27 toneladas de gás isocianato de metilo (MIC) vazaram de uma fábrica de agrotóxicos da empresas americana Union Carbide na cidade de Bhopal, na Índia. Esse vazamento causou imediatamente a morte de aproximadamente 4 mil pessoas. Quase 40 anos após esse crime, Bhopal ainda não está em paz. Aproximadamente 100.000 pessoas estão cronicamente doentes devido aos efeitos contínuos do vazamento. O ensaio fotográfico de Alex Masi (@alex_masi_photography ) retrata como a população de Bhopal ainda sofre os impactos do desastre. Até hoje, nenhum dos oito executivos da Union Carbide na Índia foi responsabilizado pelo crime. O então presidente da empresa, Warren Anderson, que assinou a obra em Bhopal, foi preso logo após o vazamento, mas pagou fiança e morreu 30 anos depois em uma praia na Flórida. O crime, embora seja o maior em sua categoria na história, é pouco conhecido pela mídia e pela população. Em homenagem às vítimas de Bhopal, 3 de dezembro é considerado o Dia Internacional de Luta contra os Agrotóxicos. 39 anos depois, os agrotóxicos seguem fazendo estragos em todo o mundo. Aqui no Brasil, organizações e movimentos sociais estão se mobilizando para barrar a chegada de mais veneno na vida do povo brasileiro. No último dia 28, o plenário do Senado Federal aprovou o Projeto de Lei (PL) 1.459/2022. O chamado Pacote do Veneno, defendido por amplos setores do agronegócio para flexibilizar a aprovação de novos agrotóxicos danosos a todos os seres vivos, teve apenas um voto contrário, da senadora Zenaide Maia (PSD/RN). Agora o PL segue para sanção ou veto do presidente Lula. Acompanhe a mobilização da Campanha Permanente @contraosagrotoxicos para o presidente Lula vetar o Pacote do veneno. Vítimas do desastre Veja mais no instagram https://www.instagram.com/alex_masi_photography/ NOS ACOMPANHENAS REDES SOCIAIS Facebook Instagram Youtube ÚLTIMAS NOTÍCIAS 17 Dezembro-Dia Nacional do Bioma Pampa Read More Arquiteto e ativista urbano em Porto Alegre, Nestor Ibrahim Nadruz morre aos 94 anos Read More PF prende “Reis do Soja” no RS e outros Estados por Contrabando bilionário de grãos e agrotóxicos Read More Maior crime da indústria da agrotóxicos completa 39 anos Read More PrevAnteriorQuem foi Wangari Maathai, vencedora do Prêmio Nobel citada por Lula na COP28 PróximoPF prende “Reis do Soja” no RS e outros Estados por Contrabando bilionário de grãos e agrotóxicosNext Compartilhe

Quem foi Wangari Maathai, vencedora do Prêmio Nobel citada por Lula na COP28

Quem foi Wangari Maathai, vencedora do Prêmio Nobel citada por Lula na COP28 O discurso do presidente Lula nesta sexta-feira (1), na Sessão de Abertura da Presidência da COP 28, em Dubai, nos Emirados Árabes, repercutiu positivamente diante de diversos integrantes da comunidade internacional presentes na Conferência das Nações Unidas para as Mudanças Climáticas O chamado do presidente a uma ação internacional imediata e concreta encontrou eco automático. A perspectiva de cobrar o cumprimento de metas antigas acordadas e por uma mudança no padrão que permite que as mudanças climáticas causem mais danos e prejuízos às populações mais pobres também foi bem recebida por diversos integrantes do evento em Dubai, nos Emirados Árabes.Na abertura de seu discurso, Lula citou Wangari Maathai, uma ambientalista, ativista política e defensora dos direitos das mulheres do Quênia, notável por seu trabalho pioneiro em desenvolvimento sustentável, democracia e paz Quem foi Wangari Maathai Wangari Maathai foi uma ambientalista, ativista política e defensora dos direitos das mulheres do Quênia, notável por seu trabalho pioneiro em desenvolvimento sustentável, democracia e paz.Nascida em 1º de abril de 1940, Maathai se destacou por ser a primeira mulher na África Oriental e Central a obter um doutorado, conquistando-o em biologia veterinária na Universidade de Nairóbi.Ela é talvez mais conhecida por fundar o Movimento do Cinturão Verde em 1977, uma organização ambiental que promoveu a plantação de árvores, conservação ambiental e empoderamento das mulheres.Esse movimento contribuiu significativamente para o plantio de mais de 30 milhões de árvores no Quênia e ajudou inúmeras mulheres, proporcionando-lhes empregos e melhorando suas condições de vida. Além de seu trabalho ambiental, Maathai também foi politicamente ativa. Ela lutou contra o regime autoritário no Quênia e promoveu a democracia e os direitos humanos, muitas vezes enfrentando perseguição política e até mesmo prisão.Em reconhecimento ao seu trabalho, Maathai recebeu diversos prêmios e honrarias, incluindo o Prêmio Nobel da Paz em 2004, tornando-se a primeira mulher africana a receber este prêmio.O comitê do Nobel destacou sua contribuição para “o desenvolvimento sustentável, a democracia e a paz”. Wangari Maathai faleceu em 25 de setembro de 2011, mas seu legado como uma pioneira no movimento ambientalista e defensora dos direitos humanos continua a inspirar pessoas ao redor do mundo. Dia do Meio Ambiente em África 3 de março é o Dia do Ambiente em África, data que também reconhece a vida e o trabalho da primeira mulher africana a receber o Prémio Nobel da Paz por sua dedicação aos ecossistemas, Wangari Maathai, em reconhecimento à vida e ao trabalho da ambientalista queniana. Maathai, que era professora universitária, foi também Campeã da Terra da ONU Meio Ambiente e embaixadora da Boa Vontade para a Floresta da Bacia do Congo. Graças a um movimento criado pela ativista, mais de 50 milhões de árvores foram plantadas no continente africano. Fonte: Revista Fórum NOS ACOMPANHENAS REDES SOCIAIS Facebook Instagram Youtube ÚLTIMAS NOTÍCIAS 17 Dezembro-Dia Nacional do Bioma Pampa Read More Arquiteto e ativista urbano em Porto Alegre, Nestor Ibrahim Nadruz morre aos 94 anos Read More PF prende “Reis do Soja” no RS e outros Estados por Contrabando bilionário de grãos e agrotóxicos Read More Maior crime da indústria da agrotóxicos completa 39 anos Read More PrevAnteriorQuem foi Wangari Maathai, vencedora do Prêmio Nobel citada por Lula na COP28 PróximoPF prende “Reis do Soja” no RS e outros Estados por Contrabando bilionário de grãos e agrotóxicosNext Compartilhe

Maceió decreta estado de emergência por risco de colapso em mina

Maceió decreta estado de emergência por risco de colapso em mina A prefeitura de Maceió (AL) decretou situação de emergência por 180 dias por causa do iminente colapso de uma mina de exploração de sal-gema da Braskem, que pode provocar o afundamento do solo em vários bairros. A área já está desocupada e a circulação de embarcações da população está restrita na região da Lagoa Mundaú, no bairro do Mutange, na capital. O Gabinete de Crise criado emergencialmente pela prefeitura comunicou oficialmente os órgãos de controle e de segurança sobre o perigo do desastre, entre eles os comandos da Marinha e do Exército. Nove escolas estão estruturadas com carros-pipa, colchões, alimentação, equipes de saúde, equipes da Guarda Municipal e de assistência social para receber até 5 mil pessoas vindas das regiões afetadas. Além disso, 85 pacientes do Hospital Sanatório, que fica localizado em área de risco, foram encaminhados para outras unidades de saúde, entre elas o Hospital Universitário, que também recebeu equipamentos para a hemodiálise de 352 pessoas. Nesta quarta-feira (29), a Defesa Civil da cidade informou que os últimos tremores se intensificaram e houve um agravamento do quadro na região já desocupada. “Estudos mostram que há risco iminente de colapso em uma das minas monitoradas. Por precaução e cuidado com as pessoas, reforçamos, mais uma vez, a recomendação de que embarcações e a população evitem transitar na região até nova atualização do órgão”, informa a prefeitura. Por causa da exploração mineral subterrânea realizada no local, diversos bairros tiveram que ser evacuados emergencialmente em 2018. Rachaduras surgiram nos imóveis da região, seguido de um tremor de terra, criando alto risco de afundamento. Mais de 55 mil pessoas tiveram que deixar a região, que hoje está totalmente desocupada. Recentemente, a Braskem foi condenada pela Justiça a indenizar o estado de Alagoas por danos causados pela exploração de sal-gema, que resultou na retirada da população de cinco bairros de Maceió. O sal-gema é uma matéria-prima usada na indústria para obtenção de produtos como cloro, ácido clorídrico, soda cáustica e bicarbonato de sódio. Com rachaduras, bairros correm risco de afundamento do solo Foto: Pei Fon/Secom Maceió NOS ACOMPANHENAS REDES SOCIAIS Facebook Instagram Youtube ÚLTIMAS NOTÍCIAS 17 Dezembro-Dia Nacional do Bioma Pampa Read More Arquiteto e ativista urbano em Porto Alegre, Nestor Ibrahim Nadruz morre aos 94 anos Read More PF prende “Reis do Soja” no RS e outros Estados por Contrabando bilionário de grãos e agrotóxicos Read More Maior crime da indústria da agrotóxicos completa 39 anos Read More PrevAnteriorQuem foi Wangari Maathai, vencedora do Prêmio Nobel citada por Lula na COP28 PróximoPF prende “Reis do Soja” no RS e outros Estados por Contrabando bilionário de grãos e agrotóxicosNext Compartilhe

Com estudo de impacto ambiental ‘enganoso’, projeto da Fazenda do Arado avança na Capital

Com estudo de impacto ambiental ‘enganoso’, projeto da Fazenda do Arado avança na Capital A reunião do Conselho do Plano Diretor (CMDUA) do dia 22 de agosto deste ano – que aprovou o Estudo de Viabilidade Urbanística para urbanização da antiga Fazenda do Arado – estava no ar há 15 minutos quando o arquiteto José Rodolfo Fork, responsável técnico da proposta, usou seu tempo de fala para dizer que concordava que o projeto deveria ser discutido com honestidade intelectual, responsabilidade ética e social. “Quero dizer que concordo que essas premissas devem ser a base do debate. Por isso, é essencial ressaltar que há alegações equivocadas de que o projeto está expandindo da zona urbana para a zona rural, quando na verdade está situado em zona urbana rarefeita. A flora e fauna serão preservadas. Além disso, a alegação de que o projeto poderia causar inundações ao bairro Belém Novo também carece de fundamento”, disse. Ao finalizar sua manifestação, Fork pediu que os demais conselheiros considerassem esses princípios ao tomarem suas decisões naquela noite. Além de representante do empreendedor, o arquiteto também tem um assento no Conselho do Plano Diretor. A empresa dele, a Fork Projetos e Construções, presta serviço à Arado Empreendimentos Imobiliários, proponente do projeto. O engenheiro Vinicius Galeazzi, conselheiro representante do Sindicato dos Engenheiros do Rio Grande do Sul, não esperou o início da votação – que ocorre no final da reunião – para emitir opinião contrária à implementação do projeto. Ao antecipar o voto, ele afirmou que a instituição [SENGE-RS] acredita que uma cidade ideal é compacta e equilibrada, e que deve ser economicamente viável e sustentável, o que não acontece quando há grandes distâncias e vazios urbanos. “A cidade merece ser inclusiva, democrática, não segregadora. Com esse projeto, o município vai expandir, crescer, o que vai encarecer para todos os porto-alegrenses. Entendemos também que os Projetos Especiais devem ser avaliados de diversas perspectivas técnicas e sociais, deve ter vocação pública e ser exceção e não se proliferar pela cidade”, afirmou. Galeazzi também lembrou os colegas que a lei que aprovou o redesenho urbanístico do terreno não realizou estudo técnico para seu embasamento, há inquérito civil instaurado na 9ª Vara Federal de Porto Alegre, existe uma ação demarcatória da área indígena ainda em curso na Justiça, além do estudo de impacto ambiental e seu relatório que não tiveram validade e por isso estão sendo investigados. “Não existe novo EIA/RIMA. É judicialmente inseguro levar adiante esse processo. Portanto, nesse momento, classificamos a continuidade da tramitação desse EVU como prematura e irresponsável”. “O que embasa o projeto para que ele possa tramitar? Sugiro que o senhor secretário tenha o cuidado de levar à Procuradoria-Geral do Município os questionamentos feitos pelo conselheiro Vinícius”, solicitou o conselheiro representante da Região de Planejamento 01, Felisberto Seabra. “O que há são tentativas vindas de opiniões divergentes e ingresso de ação judicial para tentar impedir a tramitação, mas nenhuma foi exitosa”, justificou o secretário de Meio Ambiente, Urbanismo e Sustentabilidade, Germano Bremm. “Além disso, a PGM faz parte da comissão que aprovou o EVU”, complementou o secretário. Dez conselheiros ligados a entidades de classe, universidade e representantes da comunidade seguiram o mesmo entendimento e votaram contrários à aprovação do Estudo de Viabilidade Urbanística do empreendimento. Foram favoráveis dois membros da comunidade, um representante da área da construção civil e todos os oito representantes do governo, definindo pela aprovação do EVU. Em 2018, um inquérito policial foi aberto para apurar as denúncias de irregularidades e omissões no Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e no Relatório de Impacto Ambiental (RIMA). A Polícia Civil concluiu ter havido omissões sobre a existência de fauna ameaçada de extinção, como o gato-maracajá. As irregularidades também envolviam os estudos sobre o estágio da Mata Atlântica na Ponta do Arado, além da baixa altura do terreno nas áreas próximas ao Guaíba, em nível inferior ao estipulado pelo Departamento de Esgotos Pluviais (DEP) para a construção de empreendimentos. A baixa altura exigiria um grande aterro dentro da Área de Preservação Permanente. Esse mesmo estudo, declarado em parte como “falso/enganoso/omisso” no laudo do Instituto Geral de Perícias (IGP), embasou o Projeto de Lei Complementar elaborado pelo governo de Sebastião Melo (MDB) para mudar o regime urbanístico da Fazenda do Arado tornando-a adaptada para a construção do empreendimentos imobiliários, conforme apurou o Sul21. A previsão da empresa é separar os 426 mil m² do terreno em 2.300 lotes para a construção de imóveis, o que trará um aumento populacional de 70% para o bairro Belém Novo. A audiência pública, exigida pela legislação para alteração do regime urbanístico, foi feita de forma virtual em 2021 – 50 pessoas se inscreveram para falar – cerca de 20 eram moradores da região. A Prefeitura também ofereceu a sede do Centro dos Funcionários da Assembleia Legislativa para quem quisesse participar presencialmente, mas com espaço limitado a 60 pessoas por conta da pandemia de covid-19. Fonte: Sul21 Fazenda do Arado, localizado na zona sul de Porto Alegre. Foto: Luciano Pandolfo/Smamus PMPA NOS ACOMPANHENAS REDES SOCIAIS Facebook Instagram Youtube ÚLTIMAS NOTÍCIAS 17 Dezembro-Dia Nacional do Bioma Pampa Read More Arquiteto e ativista urbano em Porto Alegre, Nestor Ibrahim Nadruz morre aos 94 anos Read More PF prende “Reis do Soja” no RS e outros Estados por Contrabando bilionário de grãos e agrotóxicos Read More Maior crime da indústria da agrotóxicos completa 39 anos Read More PrevAnteriorQuem foi Wangari Maathai, vencedora do Prêmio Nobel citada por Lula na COP28 PróximoPF prende “Reis do Soja” no RS e outros Estados por Contrabando bilionário de grãos e agrotóxicosNext Compartilhe

Senado aprova PL do Veneno com apenas um voto contrário

O projeto de lei (PL) 1459/2022, conhecido como PL do Veneno, foi aprovado na sessão desta terça-feira (28) pelo Senado. O texto, que flexibiliza o uso de agrotóxicos, tramitou em regime de urgência e segue para sanção ou veto do presidente Lula (PT). Prioridade da bancada ruralista no Legislativo, o PL do Veneno passou pelo Senado em votação simbólica, com apenas um voto contrário, da senadora Zenaide Maia (PSD-RN), vice-líder do governo no Congresso Nacional, que não discursou no plenário. O projeto recebeu apoio da bancada ruralista e foi denunciado com veemência por pesquisadores e ativistas como um risco à saúde pública, pois permite o registro de agrotóxicos que podem provocar câncer. O regime de urgência foi aprovado na última semana pela Comissão de Meio Ambiente (CMA) do Senado a pedido da senadora Tereza Cristina (PP-MS), da bancada ruralista, setor do Congresso que impulsiona a tramitação do PL. A CMA aprovou o relatório do senador Fabiano Contarato (PT-ES), que deu parecer favorável à tramitação da matéria, mas eliminou o trecho que trocava o termo “agrotóxico” por outros mais brandos, como defensivos agrícolas e herbicidas. “Reconhecemos o esforço do Senador Fabiano Contarato em abordar alguns problemas, mas muitos pontos críticos permanecem no texto do Pacote do Veneno”, publicou a Campanha Contra os Agrotóxicos e Pela Vida, a respeito do relatório assinado pelo senador petista. Câncer no prato Segundo a Fiocruz, o PL do Veneno traz um conceito de risco à saúde que permite o registro de agrotóxicos que provocam câncer. A Fiocruz diz que não há nível aceitável para o consumo de substâncias que podem provocar a doença. “Segundo a literatura científica sobre o tema, não existe uma relação de dose resposta para produtos cancerígenos. Pequenas doses podem gerar danos irreversíveis à saúde das pessoas”, alertou a Fiocruz. “Um problema gravíssimo é a possibilidade de registro de agrotóxicos que hoje são proibidos de serem registrados e que podem causar câncer, além de mutações genéticas que podem provocar problemas reprodutivos e desregulação hormonal”, reforça Alan Tygel, integrante da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida. Rubens Onofre Nodari, engenheiro agrônomo, geneticista de plantas e professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), classificou como “inadmissível” a aprovação de “tamanho retrocesso” no Senado, ao comentar a tramitação do PL na CMA. PL enfraquece controle estatal sobre agrotóxicos Segundo especialistas, outra proposta perigosa contida no PL concentra toda a autoridade sobre os agrotóxicos ao Ministério da Agricultura, que costuma ser controlado por ruralistas. A mudança contraria a divisão tripartite aplicada desde 1989, envolvendo os ministérios do Meio Ambiente e da Saúde. Diversas entidades desses ministérios, como a Anvisa e o Ibama, que foram debilitadas devido aos sucessivos cortes de orçamento dos últimos anos, ficariam à margem do controle das substâncias nocivas utilizadas na agricultura. O PL 1459/2022 é de autoria do senador Blairo Maggi (PP-MT), conhecido como “rei da soja”, e tem apoio da bancada ruralista. Por outro lado, instituições socioambientais e da área da saúde, além de especialistas e pesquisadores, alertam para graves riscos à saúde da população. Edição: Vivian VirissimoFonte: Brasil de Fato PL do Veneno, que foi alvo de protestos, segue para sanção ou veto de Lula Foto: Mídia Ninja PrevAnteriorCâmara de Novo Hamburgo celebra os 45 anos do Movimento Roessler

Câmara de Novo Hamburgo celebra os 45 anos do Movimento Roessler

Organização sem fins lucrativos fundada em Novo Hamburgo, o Movimento Roessler tem como objetivo conscientizar a população sobre a importância da conservação do planeta e da adoção de práticas sustentáveis. A instituição atua na realização de estudos sobre biodiversidade, elaboração de projetos para a proteção e recuperação do meio ambiente, organização de atividades educativas e fiscalização de crimes ambientais.Em seu pronunciamento, Felipe destacou a luta do grupo ao longo dos anos e lembrou Henrique Luiz Roessler, um dos precursores do ambientalismo no país. Falecido em 1963, foi seu nome o escolhido para batizar o coletivo. “Vemos como, lá atrás, ele já era tão atual. Recentemente, passamos por catástrofes ambientais tão difíceis no estado e percebemos que muita coisa tem que mudar. Muito disso se dará através de conscientização. E o Movimento Roessler tem essa prática a partir de seu conhecimento, conteúdo e das muitas ações que vocês levam adiante”, discursou. O proponente também externou em sua fala a preocupação com as altas temperaturas que vêm sendo registradas no Brasil e no resto do mundo. “São sinais da dificuldade que o ser humano tem em cuidar da natureza e entendê-la como seu maior patrimônio”, prosseguiu. Presidente da entidade homenageada, Luana Rosa corroborou a manifestação de Felipe Kuhn Braun e destacou a importância da abnegação de ambientalistas em prol de um planeta ecologicamente sustentável. “É uma grande alegria representar colegas tão queridos, apesar de tantas tristezas pelas quais passamos em 45 anos. Eu não era nem nascida e essa gente já batalhava para que não apenas a minha, mas também as futuras gerações pudessem viver em plenitude. Vivemos uma crise climática – e isso já é uma evidência, não mais uma hipótese –, o que mostra por que esses ‘ecochatos’ fazem todo esse trabalho. Há 45 anos, o Movimento Roessler vem remando contra a maré. São 45 anos travando lutas em defesa do meio ambiente. E precisamos continuar remando contra a maré para chegarmos até as nascentes”, frisou Luana. Presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara, Enio Brizola (PT) criticou a forma como são conduzidas discussões importantes sobre desenvolvimento econômico sem o devido olhar para as necessidades ambientais. “O Roessler é um dos mais importantes movimentos que temos na nossa cidade. Hoje, precisaríamos ter muitos deles, porque vivemos uma crise ambiental sem precedentes. E digo isso não apenas pelos eventos climáticos. Estamos debatendo nesta Casa o Plano Diretor e estamos ignorando completamente as questões ambientais da cidade. O foco do debate é índice construtivo. O relógio do mundo está andando, mas ainda estamos em tempo de recuperação. Deveríamos parar para replantar e repensar o planeta. Focar em um desenvolvimento econômico sustentável”, enfatizou. Raizer Ferreira (PSDB) resgatou detalhes sobre a gênese do Movimento Roessler e parabenizou o empenho e a entrega de tantos personagens ao longo de sua história. “São 45 anos de luta e dedicação. Ao longo desse período, a entidade tem desempenhado um papel fundamental em defesa do meio ambiente na nossa cidade e região. Uma voz ativa em nossa comunidade, lutando incansavelmente pela qualidade de vida de todos nós. Quero expressar minha profunda gratidão a todos os membros, passados e presentes. O compromisso dessas pessoas com a causa ambiental é um exemplo inspirador para todos nós”, finalizou o vereador.     Foto: Tatiane Lopes/CMNH Foto: Tatiane Lopes/CMNH Fonte: Câmara de Novo Hamburgo PróximoSenado aprova PL do Veneno com apenas um voto contrárioNext

45 anos resumidos numa estampa

45 anos resumidos numa estampa Há tantos anos eu crio as artes para muitas das nossas camisetas e isso me deixa honrada pela confiança que o grupo deposita em mim e também porque durante longos anos convivo com pessoas maravilhosas, dividindo e somando na amizade, cumplicidade, amorosidade, confiança, sintonia e trabalho pelas causas de grande valor à vida!!! Neste ano trabalhei com o conceito: “A relação entre as árvores pode ser entendida pelo seu nome científico. Por exemplo, a pitangueira, gênero Eugenia, espécie uniflora. Ela ocorre em boa parte do país e pode ser reconhecida apenas pelo seu nome popular e sempre será uma pitangueira. Ao reconhecermos um indivíduo, estamos reconhecendo todos da mesma espécie, que podem viver perto ou bem longe um do outro. A ciência dá os nomes e as pessoas sentem orgulho em saber. Sendo assim, de certa forma, quando nos deparamos com um indivíduo e ficamos interessados em reconhecer, é uma conexão que se estabelece, remete às memórias, nos sentimos acompanhados. Esse reconhecer equivale a um abraço. Bate uma alegria, amorosidade e vem uma sensação de que a planta sente o mesmo e isso volta pra nós. Uma conexão natural, ancestral”. Considerações do nosso amigo e companheiro de jornada, Julian Mauhs, biólogo, a partir da teoria de Lineu, sobre Taxonomia binomial, que se refere ao gênero e epíteto específico de toda e qualquer espécie. A inspiração – A partir desse conceito e com a licença poética, sinto que as plantas se conectam entre si, mesmo com suas diferenças científicas, e mais, se tratando das que convivem num mesmo espaço, se reconhecem, podem ser amigas ou até ter incompatibilidades. E assim como se conectam entre si, nós, ao nos interagirmos com uma, é como se estivéssemos abraçando todas! Portanto, quando sentimos e transmitimos amor a um ser, seja planta, animal, pessoa, é como se estivéssemos abraçando e amando todas e todos. O que pra mim, são os momentos de sentir o amor universal. A partir de tudo isso surgiu a inspiração pra esse trabalho, que tem folhas e vestígios de várias espécies, formando apenas uma árvore. Uma forma harmoniosa de convívio e aceitação das diferenças. E a menina no balanço somos nós…. Sobre a técnica – Colagem e desenho sobre papel. Vestígios da corticeira e da açaí juçara. Folhas de abacateiro, mangueira, jaqueira, amexeira, jabuticabeira, jambeiro, guabirobeira, pitangueira, caramboleira, espatódea, figueira e manacá da serra. Menos a corticeira, todas as folhas e vestígios são do mesmo espaço, no caso, a nossa casa – minha e do Cláudio. Silvana Santos Ilustradora   Quem desejar adquirir a sua camiseta, ao valor de R$ 80,00, pode entrar em contato com a Silvana @silvanailustradora e fazer o pix para movimento.roessler@movimentoroessler.org.br NOS ACOMPANHENAS REDES SOCIAIS Facebook Instagram Youtube ÚLTIMAS NOTÍCIAS Movimento Roessler aciona MP sobre o arboricídio no Parcão Read More 45 anos resumidos numa estampa Read More Direitos da Natureza Read More Comitesinos institui GT para definir mecanismo e preço pelo uso da água Read More PrevAnteriorMudanças Climáticas: por que você não sabe de nada? PróximoDireitos da NaturezaNext Compartilhe

Documentário “Além da Janela” irá contar a história da conquista do Parcão de Novo Hamburgo

Documentário “Além da Janela” irá contar a história da conquista do Parcão de Novo Hamburgo O Parque Henrique Luis Roessler, o Parcão, recebe diariamente dezenas de pessoas que vão desfrutar de sua natureza exuberante e acolhedora paisagem ao longo dos seus 54 hectares, no bairro Hamburgo Velho, em Novo Hamburgo. O que nem todas sabem é que o espaço é fruto de uma das maiores mobilizações populares que a cidade e a região tiveram durante as décadas 80 e 90. Para contar os bastidores desta conquista está em produção o documentário “Além da Janela”. A iniciativa é da jornalista Jane Schmitt, que junto com a arquiteta Jussara Kley e o advogado Newton Alano, coordenam o projeto executado pela Ouié Produções, com direção de Gênesis Araújo. Há mais de um ano eles trabalham neste resgate da história hamburguense. Uma potente semeadura sobre a importância do verde na vida de todos nós. O filme vai contar a história do Parque Henrique Luis Roessler – cujo nome homenageia o patrono da Ecologia no Brasil. Nos anos 80 um grupo de pessoas se reuniu para lutar pela preservação daquele local, onde a expansão imobiliária estava em rápido crescimento. “Essas pessoas inspiraram e movimentaram toda uma comunidade para que esse parque não virasse um condomínio residencial, e com toda a movimentação conseguiram tornar o parque um espaço de preservação que vive e traz vida para toda cidade até hoje”, comentam os produtores. Essa luta nos anos 80 gerou benefícios incalculáveis para a saúde e bem estar de Novo Hamburgo, sendo referência em toda a região para a prática de caminhadas, exercícios físicos, esportes e piqueniques. “Queremos semear a esperança e incentivar as crianças e os jovens a perseguirem seus sonhos e agirem em prol do meio ambiente e da vida”, comenta Jane. O roteiro conta com valiosos depoimentos de pessoas envolvidas à época, como Angela Sperb, Cláudio Spindler, Arno Kayser, entre outros. “Mas jamais deverão ser esquecidos aqueles que já não estão mais entre nós, como o artista Frederico Scheffel e o economista Luiz Jacintho, que tiveram grande contribuição na conquista do Parcão”, lembra Jane. A produção está com quase 80% dos depoimentos gravados e terá, no máximo, 45 minutos de duração. Segundo Jane, a intenção é usar a arte, valorizando a diversidade de artistas que se empenharam nas lutas e manifestações pelo Parcão, numa concepção leve, com uma visão mais ampla sobre áreas urbanas preservadas. “Queremos que as pessoas se motivem a ações concretas.” Conforme os produtores, a busca pela preservação desses espaços nas grandes cidades era o objetivo inicial do filme, por isso buscam conscientizar as pessoas a, primeiramente, manter esses espaços preservados e intactos para as próximas gerações e, consequentemente inspirar a lutarem pelas coisas que trazem melhorias à vida e saúde da comunidade. A motivação é para que percebam a importância sobre as questões ambientais para os rumos do planeta. “Precisamos dessa consciência com urgência”.  ​ Por isso, resolveram contar a história dessa conquista através de um documentário, para espalhar essa semente na mente e no coração das pessoas, e mostrar aos que se importam com essas causas, que eles não estão sós, é só olhar “Além da Janela”. Desde o nome, a produção é provocativa para que as pessoas pensem para além das janelas de suas casas, das janelas de seus computadores, de suas individualidades. “O mundo está cheio de ações individuais, mas precisa de ações coletivas. Fora da lógica do ter. E é isso que quebra a lógica capitalista: estar num parque público, gratuito”, destaca Jane. Em artigo, o ambientalista Arno Kayser, integrante do Movimento Roessler para Defesa Ambiental, entidade que desempenhou importante papel na campanha Parcão Já, ressalta que tal conquista “é um marco na vida de Novo Hamburgo. Na opinião de muitos ecologistas um fato tão marcante como a chegada dos alemães em 1824, a vinda do trem na vida do século XX ou a criação da Fenac, nos anos 1960.” O andamento da produção pode ser conferida no site www.alemdajanela.com.br. No momento, a produtora aguarda confirmação do patrocínio da Prefeitura de Novo Hamburgo para seguir a edição e finalização do documentário que será um legado do município para trabalhar educação ambiental. Cátia Cylene, jornalista NOS ACOMPANHENAS REDES SOCIAIS Facebook Instagram Youtube ÚLTIMAS NOTÍCIAS Documentário “Além da Janela” irá contar a história da conquista do Parcão de Novo Hamburgo Read More Movimento Roessler aciona MP sobre o arboricídio no Parcão Read More 45 anos resumidos numa estampa Read More Direitos da Natureza Read More PrevAnteriorComitesinos institui GT para definir mecanismo e preço pelo uso da água Próximo45 anos resumidos numa estampaNext Compartilhe

O Rio dos Sinos e o Comitesinos

O Rio dos Sinos é um curso d´água extraordinário. Um ente mágico. Por um lado ele é uma fonte de vida pra todos os seres vivos que habitam o seu vale. Literalmente ele corre nas veias de quem bebe suas águas. As mesmas que movimentam diversas atividades econômicas no campo e na cidade. Se por um lado ele é forte, por outro ele é bem frágil na medida em que sofre com todos os impactos da atividade humana que afetam a disponibilidade de água no seu leito e a qualidade destas águas. O que o coloca num estado de permanente atenção para que continue um rio vivo capaz de manter seu aspecto sócio cultural mais importante que é o de ser o fator de identidade de todos que vivem as suas margens e formadores. A origem do rio remota há cerca de 130 milhões de anos quando o antigo continente de Gondwana começou a se separar dando origem ao oceano Atlântico. Fenômeno que segue até nossos dias com o afastamento da África e da América do Sul. As forças tectônicas que moveram esse processo geraram grandes derrames de lava. Essa se espalhou por cima do grande deserto que havia no centro do antigo continente. Ao esfriar essa lava se fracionou em inúmeras linhas de fratura que marcaram o caminho para as intempéries, ao longo ao milhões de anos, fossem esculpindo o território do Vale do Sinos, entre outros. Após o último período glacial, há alguns milhares de anos atrás, a vegetação tropical desceu pelo litoral e pelos vales da bacia cisplatina e veio se misturar nas partes baixas do Vale do Sinos formando a mata atlântica que ainda hoje cobre áreas na região. Essa paisagem foi ocupada por povos originários que denominavam o rio de Cururuaí e Itapuí. O primeiro nome significando rio dos ratões do banhado. Um testemunho da quantidade de animais que habitavam os grandes banhados ao longo das partes baixas do vale. Dizem que esses animais gritam à noite de suas tocas nas margens. O que explica o nome Itapuí – rio das pedras que gritam. Esses povos originários começaram a modificar a paisagem. Mas devido à pouca densidade populacional e poder tecnológico foram danos pequenos. A transformação da paisagem começou no século 18 quando os ocupantes açorianos acompanhados de escravos africanos começaram a criar gado na região. Logo o Império Português implantou a Feitoria do Linho Cânhamo em São Leopoldo. Projeto que não durou muito, mas que foi determinante para que o local, já no século 19, fosse escolhido como destino da colonização alemã no sul do Brasil. Essa migração passou a ocupar todo o vale transformando-o numa paisagem agrícola e deslocando a maior parte da população anterior e mudando o uso do solo. O que começa a afetar mais o rio. Já no século 20, se implanta a indústria do couro que trouxe um novo elemento de degradação à paisagem e as águas do Sinos. Este fenômeno gerou a primeira reação cidadã em defesa do rio liderada por Henrique Luiz Roessler. Pioneiro da defesa da natureza organizou um grupo de militantes da causa que atuou até os anos 60 e se esvaiu com a morte do líder. Mas que deixou uma massa crítica de cidadania que mais tarde se somaria a nova geração de ecologistas do vale. Essa geração surgiu quando, nos anos 70 e 80, houve um aumento da industrialização de calçados voltados para a exportação que incrementou a poluição e atraiu milhares de pessoas de outros pontos do RS para a região. O resultado foi uma urbanização sem controle que trouxe outros fatores de degradação como o lixo e esgoto cloacal. Em 1985, numa palestra no centro de cultura de Novo Hamburgo, técnicos do Departamento do Meio Ambiente (DMA) declararam que os estudos de qualidade do rio apontavam que, se nada fosse feito, até 1990, o rio poderia estar morto. Metade pela poluição das cidades, metade pela poluição da indústria. Essa denúncia mobilizou o Movimento Roessler e a Upan a desencadear um trabalho em prol do rio. Com a ajuda de um financiamento da Igreja Católica alemã, obtido com a intervenção do bispo Dom Sinésio, se iniciou o chamado Programa de Setes Pontos em prol do Rio. O primeiro passo foi contra os curtumes, que na época não tratavam seus dejetos. Foi feito uma grande campanha chamada Rio que te quero limpo, com adesivos em defesa do rio criada pelo artista Rogério Rauber. Como a indústria não queria fazer nada, os ecologistas realizaram um grande ato público com o apoio do grupo Valão. Um coletivo de artistas que atuava na região. Foi feita a pintura do quadro do rio no muro da sede da igreja luterana junto ao calçadão de Novo Hamburgo. O ato gerou grande polêmica na imprensa local com jornalistas se dividindo entre apoiadores e contrários ao desenho exposto no local. O debate também mexeu com vários setores se manifestando no Jornal NH em prol do rio. Isso fez o Grupo Editorial Sinos lançar outra campanha chamada “SOS Rio dos Sinos”, apoiado pela indústria tentando capturar a liderança do tema. Mas a mobilização cidadã já era tão grande que o DMA acabou interditando alguns curtumes depois do fracasso de rodadas de conversa entre os ecologistas e curtumeiros em Porto Alegre. Isso fez com que tecnologia de tratamento industrial começasse a ser introduzida na região e amenizasse a poluição das indústrias. Mas os ecologistas queriam mais e seguiram no enfrentamento dos impactos do lixo e do esgoto no rio e propuseram que fosse criado um órgão para cuidar do rio. Essa ideia encontrou eco em dois setores. O primeiro foi o dos pesquisadores da Unisinos, liderados pelo professor Henrique Fensterseifer, que já trabalhavam em pesquisas sobre a natureza do rio. O segundo foi um grupo de técnicos do Estado, liderados pelo engenheiro Antônio Grassi, da Corsan e pelo economista Eugênio Canepa, da Cientec. Eles estudavam modelos de gestão das águas mundo afora. O grupo da Unisinos organizou um seminário que ocorreu

Ações do Movimento Roessler em 45 anos

Praça da Bandeira Em 1982 militantes do Movimento Roessler realizaram um manifesto na Praça da Bandeira para evitar que ela fosse transformada num estacionamento. Graças a isso ela é hoje uma bela área verde num dos pontos mais pitorescos da cidade. Intervenção cultural Era o ano de 1986. A sensibilização e mobilização dos artistas da cidade motivou a pintura de mural no Calçadão de Novo Hamburgo chamando atenção para a importância do nosso Rio dos Sinos. Com a parceria do Grupo Valão foi feito um grande ato de denúncia da situação do Rio dos Sinos para pressionar o Estado e a região a forçar as indústriais a tratar seus efluentes, as prefeituras tratarem lixo e esgoto cloacal e se criar um órgão para cuidar do Rio. Fomos vitoriosos pois a partir daí se deram os passos para a criação do Comitesinos e o início de ações em prol do Rio. Efetivação do Parcão Em 1987 o Movimento Roessler lançou a campanha “Parcão Já”. O objetivo foi popularizar a bandeira de criação de uma parque na última grande área verde da zona urbana da cidade. Depois de alguns anos de lutas o Parque foi comprado e hoje é o Parque Henrique Luiz Roessler. Coleta seletiva e Central de Reciclagem do Roselândia Em 1989 apoiamos a iniciativa de implantar uma central de reciclagem de lixo no bairro Roselândia. Com isso se daria fim ao depósito de lixo nos banhados do Rio dos Sinos. O projeto foi idealizado pelo grande mestre da Ecologia José Lutzenberger. Junto foi criada uma campanha pela separação do lixo em casa. A denominação ‘lixo’ foi posteriormente substituída por resíduos sólidos. Fundo Nacional do Meio Ambiente De 1994 a 1996 o Movimento Roessler representou os três estados do Sul no Fundo Nacional do Meio Ambiente ajudando a definir recursos para muitas iniciativas ambientais no país. Fim da Picada A partir de 1997 o Movimento Roessler começou a organizar caminhadas mensais, no último sábado de cada mês entre março e novembro. Elas visavam conhecer a região e oportunizar momentos de contato e convívio entre as pessoas ligadas a entidade. Com a pandemia a atividade foi suspensa. Mas centenas de quilômetros foram percorridos por grupos de 10 a 30 pessoas em média. Vitória da escadaria da Gomes Portinho 1998 – Após mobilização do Movimento Roessler e dos moradores, obtivemos uma conquista que resultou na determinação judicial para que a Prefeitura de Novo Hamburgo restaurasse a escadaria da Rua Gomes Portinho. Além disso, o local foi declarado Patrimônio Cultural e Paisagístico da cidade.  Encontro Estadual de Entidades Ecológicas (EEEE) Organizamos, em 1999, o XX Encontro Estadual de Entidades Ecológicas (EEEE), no Monte Tabor, em Dois Irmãos. O EEEE contou com ambientalistas de todo o Estado para debater o tema “A Juventude e o Movimento Ecológico”, além de shows culturais e místicas. Romaria das Águas Em 2001 realizamos ampla mobilização popular para a Romaria das Águas. Foram diversas visitas à comunidade Colônia Fraga, em Caraá, para articular a população em torno da defesa do Rio dos Sinos. Eles se envolveram e participaram das etapas municipal e estadual. Acostumados com a alta qualidade das águas em sua localidade, eles nem imaginavam a situação do rio aqui no vale e ficaram chocados ao conhecer o rio em São Leopoldo, a caminho da culminância da Romaria em Porto Alegre, no Guaíba. Uma atividade executada junto ao Programa Pró Guaíba e que contou com parceria da TV Unisinos na produção de um vídeo. Conspiração Capra em POA No Fórum Social Mundial de 2003 realizamos uma conferência com o físico austríaco Fritjof Capra – autor dos livros O Tao da Física, Ponto de Mutação e A Teia da Vida e um dos mais renomados representantes do pensamento ecológico e sistêmico da atualidade. No Auditório Araújo Viana lotado, ele falou sobre o tema “Ciência para uma Vida Sustentável” e os debatedores foram o teólogo Leonardo Boff e o físico budista Lama Padma Santem. Iniciativa promovida e organizada pelo Movimento Roessler junto com Apedema/RS, Núcleo de Ecojornalistas, Agapan, Coolmeia, Fundação Gaia, Programa de Pós-graduação em Administração da UFRGS e Pró-Reitoria de Extensão da PUCRS, com apoio da Petrobras e Prefeitura de Porto Alegre. Campanha “Por um Brasil livre de transgênicos” Em 2003 realizamos diversas ações de mobilização para informar a população sobre os perigos dos alimentos modificados geneticamente. Dentre elas, pedágio na frente do shopping de Novo Hamburgo e a produção do curta metragem “Ponto de Interrogação”, mesclando ficção e realidade para contribuir na reflexão sobre os transgênicos. Manifesto pelo Rio Vivo 2007 – Somos mais de 1 milhão de pessoas e, como cidadãos diretamente afetados em nossa saúde pelo descaso das autoridades, manifestamos nossa indignação com a situação do Rio dos Sinos “Queremos nosso rio vivo e não transformado em uma vala de esgoto”. Segundo o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), as águas dos rios são classificadas em 5 categorias, de 0 a 4, estando o Rio dos Sinos, em seu trecho inferior na pior delas: Classe 4. Manifesto assinado pelo Movimento Roessler, UPAN, CALBIO Unisinos, DAGAMBI Unisinos e DCE Unisinos. Menos plástico, mais óleo reutilizado Em 2007 o Movimento já mobilizava em prol da substituição das sacolas plásticas e pela reutilização do óleo de cozinha. Campanhas importantes na construção de novas culturas na defesa do meio ambiente. Produzimos mais de 2 mil sacolas de pano e incentivamos seu uso. Também divulgamos que a decomposição do óleo sem oxigênio emite metano na atmosfera, principal gás causador do efeito estufa, alertando para o descarte adequado. Recebemos muitos litros de óleo e promovemos sua coleta em diversos pontos da cidade. Levantamento das árvores de NH Em 2009 o Movimento Roessler desenvolveu projeto de catalogação das árvores de Novo Hamburgo. A arborização faz parte do conforto das pessoas que habitam cada território. Foram catalogadas quase 2.800 árvores no trecho que liga Hamburgo Velho ao Centro. Os resultados apontam que o Ipê é a espécie encontrada com maior frequência. Tragédias no Rio dos Sinos Em novembro de 2010 o Rio dos