Direitos da Natureza

Direitos da Natureza Como algumas pessoas sabem eu trabalho e estudo Astrologia há uns 30 anos e nos últimos cinco anos tenho me interessado muito pelos grandes ciclos planetários que o planeta Terra atravessa caracterizando momentos de mudanças importantes. Quero me ater a duas situações e costurar umas reflexões com vocês: Primeiro: os signos de Aquário e Peixes – que são os mais coletivos da roda Zodiacal, que inicia em Áries (o mais pessoal, que só conjuga verbos na primeira pessoa do singular) e termina em Peixes (que tudo dissolve) para novamente iniciar a próxima roda com Áries à frente. Segundo: os planetas Urano e Netuno, que são os mais lentos na sua trajetória ao redor do Sol, demoram 84 e 164 anos respectivamente. Astrologicamente, Aquário e Urano simbolizam, entre outras coisas, o novo que vem pra derrubar o que está impedindo a compreensão mais ampla da vida. Peixes e Netuno simbolizam a dissolução de limites, compaixão, inclusão, entre outros significados. Cada vez que um destes planetas transita por um destes signos temos alterações, com mudanças que afetam o coletivo. Vou dar uns exemplos para deixar mais claro. Netuno esteve em Peixes de 1848 a 1862. Neste período nasceram Joaquim Nabuco (1849-1910), fundador da “Academia Brasileira de Letras” e articulador dos ideais antiescravistas e o jornalista e ativista político José do Patrocínio (1853-1905), que colaborou com a campanha pela abolição da escravatura no Brasil e, ao lado de Nabuco, fundou a “Sociedade Brasileira Contra a Escravidão” em 1880. Ambos tinham em seus Mapas Astrológicos Netuno em Peixes – dissolver limites, inclusão – e a isso se dedicaram beneficiando coletivamente a comunidade brasileira. “O livro dos espíritos, “publicado em 1857, marca o nascimento da Doutrina Espírita e inicia a Codificação Espírita organizada por Allan Kardec. Se borram os limites entre vivos e mortos. Uma das primeiras lições de ecocentrismo se encontra na carta escrita em 1854, pelo cacique de Seattle, em resposta ao presidente dos Estados Unidos da América: “Nós somos uma parte da terra e ela faz parte de nós. As flores perfumadas são nossas irmãs. O cervo, o cavalo, a grande águia são nossos irmãos. As rochas escarpadas, o aroma das pradarias, o ímpeto dos nossos cavalos e o homem — todos são da mesma família.” Netuno esteve em Aquário de 1998 a 2012 Os Direitos da Natureza é um movimento que começa pelo reconhecimento dos direitos indígenas (como a Constituição Brasileira de 1988) e culmina com as constituições do Equador de 2008 e da Bolívia de 2009. Baseando-se nos interesses culturais dos povos locais, reconheceram os direitos da natureza de forma efetiva, de maneira até mesmo a elevar a Pachamama (natureza) como sujeito de direitos. Esta mudança paradigmática propõe a transição de uma visão antropocêntrica para uma ecocêntrica ao defender uma perspectiva relacional mais harmônica entre as pessoas e a Natureza; uma perspectiva que rompe com o modelo utilitarista no qual os humanos consideram a Natureza mero recurso apropriável e na qual os seres humanos e não humanos se reconhecem como membros de uma mesma comunidade Planetária. Netuno está em Peixes desde 2012 e ficará até 2026 Temos oportunidade de ampliar o movimento do ecocentrismo já manifestado na passagem anterior, de ir além de limites que impuseram “nós aqui, a natureza lá”, de reconhecermo-nos como todos e todas pertencentes a uma só raça – a humana – que coabita o mesmo planeta. Vejam, por exemplo, as manifestações contra uso de animais em testes de laboratório ou as duras críticas, chegando a pedidos de abdicação do Rei Juan Carlos – na Espanha – por conta de suas caçadas a elefantes em abril de 2012. Outra área onde os limites são dissolvidos, ou quase, é a lei de cotas, instituída em 2012, que cria oportunidades para que cidadãos e cidadãs brasileiras que não tiveram acesso à educação de qualidade por conta de serem oriundos de famílias onde quase sempre a cor da pele é o que abre ou fecha portas, possam estudar em universidades federais e assim conquistar um lugar de igualdade. Nesta nova passagem de Netuno por Peixes a configuração astrológica não é exatamente a mesma de 160 anos atrás, mas temos um aliado importante: Urano – aquele que derruba o que está ultrapassado pra que nossa compreensão se amplie – está no signo de Touro, signo do elemento terra, simbolizando novos usos dos bens coletivos, entre eles usos não degradantes, não só utilitários do planeta. E que deem voz ao que esteve na periferia da importância até agora. “A vida não é útil”, título de um livro de Ailton Krenak, resume bem o que me levou a escrever estas considerações para refletirmos juntos e juntas. O que Netuno em Peixes sugere, simboliza, provoca, é sonharmos coletivamente, nas palavras de Krenak, que o futuro é ancestral. A sabedoria de tudo que sempre esteve no planeta e que não aponta para nenhuma espécie em particular pode ser nossa guia na dissolução de limites, na vivência da compaixão, de honrar os direitos de tudo, de todos e todas, e urgentemente agora os Direitos da Natureza. Ligia Brock Astróloga NOS ACOMPANHENAS REDES SOCIAIS Facebook Instagram Youtube ÚLTIMAS NOTÍCIAS Direitos da Natureza Read More Comitesinos institui GT para definir mecanismo e preço pelo uso da água Read More Mudanças Climáticas: por que você não sabe de nada? Read More Considerado extinto no RS, tamanduá-bandeira é registrado no Parque do Espinilho Read More PrevAnterior17 Dezembro-Dia Nacional do Bioma Pampa PróximoMudanças Climáticas: por que você não sabe de nada?Next Compartilhe
Comitesinos institui GT para definir mecanismo e preço pelo uso da água

Comitesinos institui GT para definir mecanismo e preço pelo uso da água O Comitesinos instituiu um Grupo de Trabalho (GT) para tratar do tema Cobrança pelo Uso dos Recursos Hídricos em maio de 2023, inclusive com a participação da Agência Nacional de Águas e Saneamento. O GT desenvolveu uma proposta de mecanismo para a cobrança e realizou simulações, através das outorgas dos usuários, para verificar a capacidade de arrecadação. A implementação deste instrumento, a cobrança pelo uso dos recursos hídricos, é fundamental para a recuperação da Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos. Conforme a Lei Estadual nº 10.350/94, os recursos arrecadados em uma bacia devem ser destinados para recuperação da própria bacia, bem como do comitê, que através da participação democrática das suas categorias, deve definir quais ações do seu Plano de Bacia receberão o aporte financeiro arrecadado. De agosto a outubro, representantes das categorias de Abastecimento Público, Indústria e Produção Rural foram incorporados ao GT para contribuições. No final de novembro o GT Cobrança se reuniu novamente, ocasião em que os representantes das categorias de usuários fizeram as últimas contribuições dos seus setores para a finalização da proposta que será submetida ao colegiado na Reunião Ordinária do Comitesinos. “Temos ciência que há a necessidade de instituir as Agências Regionais (Lei Estadual) ou definir uma Agência Delegatária (Lei Federal) para a aplicação da cobrança, no entanto estamos cumprindo nosso papel para a implementação deste instrumento para a gestão das águas no Rio Grande do Sul, que existe há 29 anos e não foi instituído”, reforça Viviane Feijó Machado, presidente do Comitesinos. “O Rio Grande do Sul sempre esteve à frente das principais iniciativas relacionadas à gestão das águas, desde a criação do Comitesinos, primeiro comitê de bacia hidrográfica do Brasil (Decreto Estadual nº 32.774/88), até a elaboração da Lei Gaúcha das Águas (Lei 10.350/94), que instituiu a cobrança”, explica Viviane. “A cobrança é fundamental para garantir investimentos na bacia e oferecer água em quantidade e qualidade para os múltiplos usos. Há diversos resultados excelentes em outros estados,” complementa. Por meio da cobrança, os setores que retiram água ou prejudicam sua qualidade, devem pagar pelo uso deste bem comum. O trabalho do GT vem recebendo apoio técnico e orientação do especialista em Recursos Hídricos e Saneamento Básico da Agência Nacional de Águas e Saneamento (ANA) Giordano Bruno Bomtempo de Carvalho, do coordenador substituto na Coordenadoria de Sustentabilidade Financeira e Cobrança (CSCOB) da ANA, Marco Antônio Amorim, e da chefe da Divisão de Planejamento e Gestão do Departamento de Recursos Hídricos e Saneamento da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Planejamento (SEMA/RS), Raíza Cristóvão Schuster. Comitesinos NOS ACOMPANHENAS REDES SOCIAIS Facebook Instagram Youtube ÚLTIMAS NOTÍCIAS Comitesinos institui GT para definir mecanismo e preço pelo uso da água Read More Mudanças Climáticas: por que você não sabe de nada? Read More Considerado extinto no RS, tamanduá-bandeira é registrado no Parque do Espinilho Read More 17 Dezembro-Dia Nacional do Bioma Pampa Read More PrevAnteriorArquiteto e ativista urbano em Porto Alegre, Nestor Ibrahim Nadruz morre aos 94 anos PróximoConsiderado extinto no RS, tamanduá-bandeira é registrado no Parque do EspinilhoNext Compartilhe
Mudanças Climáticas: por que você não sabe de nada?

Mudanças Climáticas: por que você não sabe de nada? A academia – a produção científica – é uma caixa preta. Assim é também o universo de iniciativas envolvendo questões climáticas que estão acontecendo mundo afora. Tanto conhecimento é produzido, tantas pesquisas são desenvolvidas, mas pouco chega para a sociedade o que significam os avanços e as descobertas. Todo esse conhecimento deve ser “mediado”, ou melhor, explicado de uma forma simples para que as pessoas possam entender o que isso afeta na vida delas. Ouvi da juíza federal Rafaela Rosa, no 11º Fórum Gaúcho de Gestão Ambiental (FIGA), promovido pela Associação Riograndense de Imprensa e Ministério Público do RS, a importância dos jornalistas na disseminação do relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, sigla em Inglês). A juíza contou que o IPCC vem desde 1988 reunindo informações, estudando, trocando informações sobre o aumento da temperatura do planeta. Mas os dados, o trabalho do grupo de cientistas, que reúne milhares de pesquisadores de vários cantos do mundo, só se tornou conhecido depois que jornalistas tornaram os milhares de trabalhos técnicos em uma linguagem mais palatável. Tanto que o IPCC dividiu o Prêmio Nobel da Paz de 2007 com o vice-presidente americano Al Gore. Rafaela Rosa, que atua no Tribunal Regional Federal da 4ª Região, alerta que vai aumentar a judicialização envolvendo uma série de variáveis que a crise climática implica. Seguradoras, por exemplo, já estão se negando a assinar contratos em áreas de risco, como Malibu, nos Estados Unidos. Já pensaram como ficará o seguro agrícola no Brasil? Tudo isso para contextualizar que tanto as empresas como imprensa e governos precisam se preparar para comunicar o que significam as medidas a serem tomadas com relação ao clima. Planos para tratar de clima no RS É imprescindível que a sociedade, a imprensa saiba conectar o que representa o desmonte das políticas de proteção ambiental frente a esse “novo normal”. Sim, teremos mais eventos extremos pela frente. O governador Eduardo Leite afirmou algumas vezes durante o lançamento do ProClima 2050, o quanto o agro não é o vilão do clima. Só que, no mesmo dia, foi divulgado um estudo pelo Observatório do Clima, a partir de dados do Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SEEG), que aponta as cadeias produtivas alimentares como responsáveis por 73,7% das emissões brutas de GEE do Brasil em 2021. Do total de 2,4 bilhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente (tCO2e) lançadas na atmosfera pela economia brasileira em 2021, cerca de 1,8 bilhão foram decorrentes da produção de alimentos no Brasil. A esmagadora maioria (1,4 bilhão de tCO2e) desse montante está relacionada à produção de carne bovina. Se fosse um país, essa indústria seria o 7º maior emissor de GEE do planeta, à frente de países como o Japão. Não vi circular esses dados na imprensa gaúcha. Há muita coisa acontecendo que as pessoas ou não tem acesso ou omitem a circulação porque há outros interesses. Ou seja, para encarar esse cenário precisamos, pelo menos, que as pessoas que entendem o quanto tudo está interligado saibam decodificar os fatos que acontecem a sua volta como que está acontecendo no mundo. Sílvia Marcuzzo Jornalista NOS ACOMPANHENAS REDES SOCIAIS Facebook Instagram Youtube ÚLTIMAS NOTÍCIAS Mudanças Climáticas: por que você não sabe de nada? Read More Considerado extinto no RS, tamanduá-bandeira é registrado no Parque do Espinilho Read More 17 Dezembro-Dia Nacional do Bioma Pampa Read More Arquiteto e ativista urbano em Porto Alegre, Nestor Ibrahim Nadruz morre aos 94 anos Read More PrevAnteriorPF prende “Reis do Soja” no RS e outros Estados por Contrabando bilionário de grãos e agrotóxicos Próximo17 Dezembro-Dia Nacional do Bioma PampaNext Compartilhe
Considerado extinto no RS, tamanduá-bandeira é registrado no Parque do Espinilho

Considerado extinto no RS, tamanduá-bandeira é registrado no Parque do Espinilho Um tamanduá-bandeira, espécie considerada extinta no Rio Grande do Sul há 130 anos, foi fotografado no norte do Parque Estadual do Espinilho, na fronteira Oeste do Rio Grande do Sul. A imagem foi divulgada pela Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema) somente nesta segunda-feira (18), apesar do primeiro registro ter sido feito em junho deste ano. Na ocasião, o flagrante surpreendeu um grupo de ambientalistas que fazia uma expedição em busca de animais silvestres na Unidade de Conservação da Barra do Quaraí. Os pesquisadores instalaram os equipamentos fotográficos acionados a distância para registrar os habitantes do parque em estado selvagem com a menor interferência humana possível. Não esperavam, todavia, captar a imagem de um tamanduá-bandeira, descoberta agora considerada muito importante. “A gente acredita que esse bicho seja uma expansão do trabalho de reintrodução feito na Argentina, lá em Esteros del Iberá, do trabalho da Fundação Rewilding. Esses animais estão adentrando o Rio Grande do Sul. No Uruguai, o tamanduá também já tinha sido extinto no mesmo período em que isso aconteceu aqui no Pampa brasileiro”, explicou o biólogo Fábio Mazim, que atua no Parque do Espinilho e faz parte do grupo responsável pelo registro. Após a primeira aparição, outras imagens da espécie foram obtidas no mesmo parque. As captações foram feitas em turnos distintos, nos meses de julho, agosto e setembro. Conforme o biólogo da Unidade de Conservação, não foi possível concluir se todos os registros correspondem ao mesmo animal ou se haveria uma dupla. A única certeza é de que há ao menos um novo inquilino no parque. Além de ressaltar a riqueza da biodiversidade na região, a descoberta demonstra a importância do Parque do Espinilho para a pesquisa e a conservação de espécies raras e ameaçadas. A descoberta do tamanduá-bandeira no RS será relatada em um trabalho científico, desenvolvido em colaboração com pesquisadores da Argentina e do Uruguai. Fonte: Sul21 Tamanduá-bandeira foi flagrado por uma câmera fotográfica posicionada na mata. Foto: Reprodução NOS ACOMPANHENAS REDES SOCIAIS Facebook Instagram Youtube ÚLTIMAS NOTÍCIAS Considerado extinto no RS, tamanduá-bandeira é registrado no Parque do Espinilho Read More 17 Dezembro-Dia Nacional do Bioma Pampa Read More Arquiteto e ativista urbano em Porto Alegre, Nestor Ibrahim Nadruz morre aos 94 anos Read More PF prende “Reis do Soja” no RS e outros Estados por Contrabando bilionário de grãos e agrotóxicos Read More PrevAnteriorMaior crime da indústria da agrotóxicos completa 39 anos PróximoArquiteto e ativista urbano em Porto Alegre, Nestor Ibrahim Nadruz morre aos 94 anosNext Compartilhe
17 Dezembro-Dia Nacional do Bioma Pampa

17 Dezembro-Dia Nacional do Bioma Pampa Nesse Dia Nacional do Bioma Pampa, ressaltamos suas belezas, mas também o quanto ele precisa de ampla articulação e defesa para seguir existindo. O Pampa é o bioma brasileiro com a maior perda percentual de áreas naturais. A diminuição dos campos nativos do Pampa decorre das expansões da produção agrícola, da silvicultura e das pastagens cultivadas, sendo a soja o principal cultivo a substituir os campos nos últimos anos. Temos ainda outras ameaças: a crescente utilização de agrotóxico e a fragilidade do bioma devido à pouca proteção legal. O Pampa é o bioma com menor área percentual protegida em unidades de conservação, com apenas 2,8% do território protegido. É um bioma partilhado, se estendendo pelo Brasil, Argentina e pelo Uruguai, ocupando, assim, uma área total de 700 mil quilômetros quadrados. Na sua formação, temos as coxilhas e morros rupestres, planícies e serras. A vegetação é composta principalmente por herbáceas, arbustos e árvores pequenas, com clima subtropical e solo arenoso. Na fauna característica, temos ema, perdiz, joão-de-barro, quero-quero e caturrita, como algumas das aves que escolhem o Pampa como lar. O charmoso sapinho-de-barriga-vermelha se destaca entre os anfíbios. Já entre os mamíferos, há tuco-tucos, furões e veados-campeiros, entre outros. NOS ACOMPANHENAS REDES SOCIAIS Facebook Instagram Youtube ÚLTIMAS NOTÍCIAS 17 Dezembro-Dia Nacional do Bioma Pampa Read More Arquiteto e ativista urbano em Porto Alegre, Nestor Ibrahim Nadruz morre aos 94 anos Read More PF prende “Reis do Soja” no RS e outros Estados por Contrabando bilionário de grãos e agrotóxicos Read More Maior crime da indústria da agrotóxicos completa 39 anos Read More PrevAnteriorQuem foi Wangari Maathai, vencedora do Prêmio Nobel citada por Lula na COP28 PróximoPF prende “Reis do Soja” no RS e outros Estados por Contrabando bilionário de grãos e agrotóxicosNext Compartilhe
Arquiteto e ativista urbano em Porto Alegre, Nestor Ibrahim Nadruz morre aos 94 anos

Arquiteto e ativista urbano em Porto Alegre, Nestor Ibrahim Nadruz morre aos 94 anos Porto Alegre perdeu neste fim de semana o arquiteto e urbanista Nestor Ibrahim Nadruz. Ele estava com 94 anos de idade e foi sepultado no domingo, dia 7.Ativista urbano e ambiental, Nadruz foi coordenador do movimento Porto Alegre Vive, formado por associações e movimentos de moradores da Capital que participaram ativamente do debate de revisão do Plano Diretor na primeira década dos anos 2000. Por sua atuação destacada, coordenou o Fórum de Entidades da revisão na Câmara Municipal em 2007.A vida do arquiteto perpassou muitas pautas coletivas, tendo sido um dos fundadores do Foto Cine Clube Gaúcho, conselheiro da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan) e do Grêmio. Nos debates sobre o planejamento urbano de Porto Alegre, também integrou o Conselho do Plano Diretor como representante da região 6 de gestão do planejamento.“Foi apoiador de primeira hora do nosso Movimentos da Rua Gonçalo de Carvalho”, recorda Cesar Cardia, um dos mobilizadores do grupo, que disponibilizou à Coluna registros em imagem e texto sobre a atuação de Nadruz. Cardia destaca o conhecimento da legislação, o incentivo à participação e o perfil conciliador do arquiteto, que “tinha uma liderança rara para unir pessoas de pontos de vista diferentes, que normalmente nem se falariam”. Em publicações no Facebook, os filhos falaram de outros perfis do pai: Marcelo lembrou de Nadruz como “amante da Música e da Arte”; Mauro citou as diversas atividades das quais o pai participou contou que ele foi um “ambientalista com um olho no futuro e um na proteção sustentável das cidades como um local voltado para as pessoas e a natureza”. Nestor Ibrahim Nadruz foi casado com Lygia por 65 anos e teve 3 filhos e 5 netos. Fonte: Jornal do Comércio Arquiteto e urbanista Nestor Ibrahim Nadruz Arquivo Amigos da Rua Gonçalo de Carvalho/ NOS ACOMPANHENAS REDES SOCIAIS Facebook Instagram Youtube ÚLTIMAS NOTÍCIAS 17 Dezembro-Dia Nacional do Bioma Pampa Read More Arquiteto e ativista urbano em Porto Alegre, Nestor Ibrahim Nadruz morre aos 94 anos Read More PF prende “Reis do Soja” no RS e outros Estados por Contrabando bilionário de grãos e agrotóxicos Read More Maior crime da indústria da agrotóxicos completa 39 anos Read More PrevAnteriorQuem foi Wangari Maathai, vencedora do Prêmio Nobel citada por Lula na COP28 PróximoPF prende “Reis do Soja” no RS e outros Estados por Contrabando bilionário de grãos e agrotóxicosNext Compartilhe
PF prende “Reis do Soja” no RS e outros Estados por Contrabando bilionário de grãos e agrotóxicos

PF prende “Reis do Soja” no RS e outros Estados por Contrabando bilionário de grãos e agrotóxicos A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta terça-feira (5/12,) as operações Dangerous e Paschoal, para desarticular organização criminosa responsável por esquema bilionário de contrabando de grãos, especialmente soja e milho, e agrotóxicos trazidos da Argentina para o Brasil por portos clandestinos às margens do Rio Uruguai. A ação mobiliza 200 policiais federais para o cumprimento de 59 mandados de busca e apreensão e 16 mandados de prisão nas cidades de Palmeira das Missões (RS), Rodeio Bonito (RS), Cerro Grande (RS), Três Passos (RS), Tiradentes do Sul (RS), Horizontina (RS), Crissiumal (RS), Santo Ângelo (RS), Condor (RS), Tuparendi (RS), Santana do Livramento (RS), Itapema (SC), Itaí (SP), Palmas (TO) e São Luís (MA). Alguma dúvida de que todos os envolvidos são apoiadores dos ainda Senadores, Mourão e Heinze, apoiadores ferrenhos do tal “agronegócio” ? Agronegócio que ganha incentivos fiscais, não paga imposto e ainda rouba os cofres públicos via contrabando Bilionário, como mostra artigo do Metrópoles, que reproduzo na íntegra a seguir: Também são executadas medidas de bloqueio de contas bancárias vinculadas a pessoas físicas e jurídicas, num total de aproximadamente R$ 58 milhões, e sequestro e arresto de automóveis e imóveis de luxo e de uma aeronave com valor estimado em R$ 3,6 milhões.Play Video As investigações iniciaram em 2022 e apuraram que a organização criminosa dos chamados Reis da Soja é formada por três núcleos que atuam, de forma coordenada, entre os detentores dos portos clandestinos, os beneficiários, os revendedores das mercadorias contrabandeadas e os operadores financeiros.Lavagem de dinheiro Por meio de doleiros, o grupo realizava diversas operações cambiais à margem do sistema legal para promoção de evasão de divisas com a finalidade de pagar fornecedores da mercadoria no exterior, e duas das empresas utilizadas com esse propósito adquiriram criptoativos na ordem de R$ 1,2 bilhões. Segundo a PF, toda a operação criminosa é amparada pela utilização de documentação fraudada, como notas de produtores rurais lançadas para justificar o grande volume de grãos contrabandeados comercializados ou emitidas por empresas de fachada. O volume de mercadorias internalizadas e os valores empregados para evasão de divisas e lavagem de capitais permitiram à organização criminosa movimentar cifra superior a R$ 3,5 bilhões de reais nos últimos cinco anos. Durante o período de investigação, foram apreendidas 171 toneladas de soja, farelo de soja e milho, presas em flagrante 11 pessoas, e apreendidos caminhões, automóveis, vinhos e agrotóxicos. A ação conta com o apoio da Brigada Militar, da Receita Federal do Brasil, da Receita Estadual do Rio Grande do Sul e da PRF. Via Blog Luiz Miller NOS ACOMPANHENAS REDES SOCIAIS Facebook Instagram Youtube ÚLTIMAS NOTÍCIAS 17 Dezembro-Dia Nacional do Bioma Pampa Read More Arquiteto e ativista urbano em Porto Alegre, Nestor Ibrahim Nadruz morre aos 94 anos Read More PF prende “Reis do Soja” no RS e outros Estados por Contrabando bilionário de grãos e agrotóxicos Read More Maior crime da indústria da agrotóxicos completa 39 anos Read More PrevAnteriorQuem foi Wangari Maathai, vencedora do Prêmio Nobel citada por Lula na COP28 PróximoPF prende “Reis do Soja” no RS e outros Estados por Contrabando bilionário de grãos e agrotóxicosNext Compartilhe
Maior crime da indústria da agrotóxicos completa 39 anos
Maior crime da indústria da agrotóxicos completa 39 anos Na madrugada de 3 de dezembro de 1984, cerca de 27 toneladas de gás isocianato de metilo (MIC) vazaram de uma fábrica de agrotóxicos da empresas americana Union Carbide na cidade de Bhopal, na Índia. Esse vazamento causou imediatamente a morte de aproximadamente 4 mil pessoas. Quase 40 anos após esse crime, Bhopal ainda não está em paz. Aproximadamente 100.000 pessoas estão cronicamente doentes devido aos efeitos contínuos do vazamento. O ensaio fotográfico de Alex Masi (@alex_masi_photography ) retrata como a população de Bhopal ainda sofre os impactos do desastre. Até hoje, nenhum dos oito executivos da Union Carbide na Índia foi responsabilizado pelo crime. O então presidente da empresa, Warren Anderson, que assinou a obra em Bhopal, foi preso logo após o vazamento, mas pagou fiança e morreu 30 anos depois em uma praia na Flórida. O crime, embora seja o maior em sua categoria na história, é pouco conhecido pela mídia e pela população. Em homenagem às vítimas de Bhopal, 3 de dezembro é considerado o Dia Internacional de Luta contra os Agrotóxicos. 39 anos depois, os agrotóxicos seguem fazendo estragos em todo o mundo. Aqui no Brasil, organizações e movimentos sociais estão se mobilizando para barrar a chegada de mais veneno na vida do povo brasileiro. No último dia 28, o plenário do Senado Federal aprovou o Projeto de Lei (PL) 1.459/2022. O chamado Pacote do Veneno, defendido por amplos setores do agronegócio para flexibilizar a aprovação de novos agrotóxicos danosos a todos os seres vivos, teve apenas um voto contrário, da senadora Zenaide Maia (PSD/RN). Agora o PL segue para sanção ou veto do presidente Lula. Acompanhe a mobilização da Campanha Permanente @contraosagrotoxicos para o presidente Lula vetar o Pacote do veneno. Vítimas do desastre Veja mais no instagram https://www.instagram.com/alex_masi_photography/ NOS ACOMPANHENAS REDES SOCIAIS Facebook Instagram Youtube ÚLTIMAS NOTÍCIAS 17 Dezembro-Dia Nacional do Bioma Pampa Read More Arquiteto e ativista urbano em Porto Alegre, Nestor Ibrahim Nadruz morre aos 94 anos Read More PF prende “Reis do Soja” no RS e outros Estados por Contrabando bilionário de grãos e agrotóxicos Read More Maior crime da indústria da agrotóxicos completa 39 anos Read More PrevAnteriorQuem foi Wangari Maathai, vencedora do Prêmio Nobel citada por Lula na COP28 PróximoPF prende “Reis do Soja” no RS e outros Estados por Contrabando bilionário de grãos e agrotóxicosNext Compartilhe
Quem foi Wangari Maathai, vencedora do Prêmio Nobel citada por Lula na COP28

Quem foi Wangari Maathai, vencedora do Prêmio Nobel citada por Lula na COP28 O discurso do presidente Lula nesta sexta-feira (1), na Sessão de Abertura da Presidência da COP 28, em Dubai, nos Emirados Árabes, repercutiu positivamente diante de diversos integrantes da comunidade internacional presentes na Conferência das Nações Unidas para as Mudanças Climáticas O chamado do presidente a uma ação internacional imediata e concreta encontrou eco automático. A perspectiva de cobrar o cumprimento de metas antigas acordadas e por uma mudança no padrão que permite que as mudanças climáticas causem mais danos e prejuízos às populações mais pobres também foi bem recebida por diversos integrantes do evento em Dubai, nos Emirados Árabes.Na abertura de seu discurso, Lula citou Wangari Maathai, uma ambientalista, ativista política e defensora dos direitos das mulheres do Quênia, notável por seu trabalho pioneiro em desenvolvimento sustentável, democracia e paz Quem foi Wangari Maathai Wangari Maathai foi uma ambientalista, ativista política e defensora dos direitos das mulheres do Quênia, notável por seu trabalho pioneiro em desenvolvimento sustentável, democracia e paz.Nascida em 1º de abril de 1940, Maathai se destacou por ser a primeira mulher na África Oriental e Central a obter um doutorado, conquistando-o em biologia veterinária na Universidade de Nairóbi.Ela é talvez mais conhecida por fundar o Movimento do Cinturão Verde em 1977, uma organização ambiental que promoveu a plantação de árvores, conservação ambiental e empoderamento das mulheres.Esse movimento contribuiu significativamente para o plantio de mais de 30 milhões de árvores no Quênia e ajudou inúmeras mulheres, proporcionando-lhes empregos e melhorando suas condições de vida. Além de seu trabalho ambiental, Maathai também foi politicamente ativa. Ela lutou contra o regime autoritário no Quênia e promoveu a democracia e os direitos humanos, muitas vezes enfrentando perseguição política e até mesmo prisão.Em reconhecimento ao seu trabalho, Maathai recebeu diversos prêmios e honrarias, incluindo o Prêmio Nobel da Paz em 2004, tornando-se a primeira mulher africana a receber este prêmio.O comitê do Nobel destacou sua contribuição para “o desenvolvimento sustentável, a democracia e a paz”. Wangari Maathai faleceu em 25 de setembro de 2011, mas seu legado como uma pioneira no movimento ambientalista e defensora dos direitos humanos continua a inspirar pessoas ao redor do mundo. Dia do Meio Ambiente em África 3 de março é o Dia do Ambiente em África, data que também reconhece a vida e o trabalho da primeira mulher africana a receber o Prémio Nobel da Paz por sua dedicação aos ecossistemas, Wangari Maathai, em reconhecimento à vida e ao trabalho da ambientalista queniana. Maathai, que era professora universitária, foi também Campeã da Terra da ONU Meio Ambiente e embaixadora da Boa Vontade para a Floresta da Bacia do Congo. Graças a um movimento criado pela ativista, mais de 50 milhões de árvores foram plantadas no continente africano. Fonte: Revista Fórum NOS ACOMPANHENAS REDES SOCIAIS Facebook Instagram Youtube ÚLTIMAS NOTÍCIAS 17 Dezembro-Dia Nacional do Bioma Pampa Read More Arquiteto e ativista urbano em Porto Alegre, Nestor Ibrahim Nadruz morre aos 94 anos Read More PF prende “Reis do Soja” no RS e outros Estados por Contrabando bilionário de grãos e agrotóxicos Read More Maior crime da indústria da agrotóxicos completa 39 anos Read More PrevAnteriorQuem foi Wangari Maathai, vencedora do Prêmio Nobel citada por Lula na COP28 PróximoPF prende “Reis do Soja” no RS e outros Estados por Contrabando bilionário de grãos e agrotóxicosNext Compartilhe
Maceió decreta estado de emergência por risco de colapso em mina

Maceió decreta estado de emergência por risco de colapso em mina A prefeitura de Maceió (AL) decretou situação de emergência por 180 dias por causa do iminente colapso de uma mina de exploração de sal-gema da Braskem, que pode provocar o afundamento do solo em vários bairros. A área já está desocupada e a circulação de embarcações da população está restrita na região da Lagoa Mundaú, no bairro do Mutange, na capital. O Gabinete de Crise criado emergencialmente pela prefeitura comunicou oficialmente os órgãos de controle e de segurança sobre o perigo do desastre, entre eles os comandos da Marinha e do Exército. Nove escolas estão estruturadas com carros-pipa, colchões, alimentação, equipes de saúde, equipes da Guarda Municipal e de assistência social para receber até 5 mil pessoas vindas das regiões afetadas. Além disso, 85 pacientes do Hospital Sanatório, que fica localizado em área de risco, foram encaminhados para outras unidades de saúde, entre elas o Hospital Universitário, que também recebeu equipamentos para a hemodiálise de 352 pessoas. Nesta quarta-feira (29), a Defesa Civil da cidade informou que os últimos tremores se intensificaram e houve um agravamento do quadro na região já desocupada. “Estudos mostram que há risco iminente de colapso em uma das minas monitoradas. Por precaução e cuidado com as pessoas, reforçamos, mais uma vez, a recomendação de que embarcações e a população evitem transitar na região até nova atualização do órgão”, informa a prefeitura. Por causa da exploração mineral subterrânea realizada no local, diversos bairros tiveram que ser evacuados emergencialmente em 2018. Rachaduras surgiram nos imóveis da região, seguido de um tremor de terra, criando alto risco de afundamento. Mais de 55 mil pessoas tiveram que deixar a região, que hoje está totalmente desocupada. Recentemente, a Braskem foi condenada pela Justiça a indenizar o estado de Alagoas por danos causados pela exploração de sal-gema, que resultou na retirada da população de cinco bairros de Maceió. O sal-gema é uma matéria-prima usada na indústria para obtenção de produtos como cloro, ácido clorídrico, soda cáustica e bicarbonato de sódio. Com rachaduras, bairros correm risco de afundamento do solo Foto: Pei Fon/Secom Maceió NOS ACOMPANHENAS REDES SOCIAIS Facebook Instagram Youtube ÚLTIMAS NOTÍCIAS 17 Dezembro-Dia Nacional do Bioma Pampa Read More Arquiteto e ativista urbano em Porto Alegre, Nestor Ibrahim Nadruz morre aos 94 anos Read More PF prende “Reis do Soja” no RS e outros Estados por Contrabando bilionário de grãos e agrotóxicos Read More Maior crime da indústria da agrotóxicos completa 39 anos Read More PrevAnteriorQuem foi Wangari Maathai, vencedora do Prêmio Nobel citada por Lula na COP28 PróximoPF prende “Reis do Soja” no RS e outros Estados por Contrabando bilionário de grãos e agrotóxicosNext Compartilhe