Movimento Roessler

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Projeto VerdeSinos é contemplado pelo programa Petrobras Socioambiental 2023

O projeto Cidades-esponja, do VerdeSinos, foi um dos vencedores do programa Petrobras Socioambiental 2023, da Petrobras 2023. Ao todo, foram selecionados 31 projetos, que serão beneficiados com uma verba total de R$ 212 milhões no próximo triênio. O VerdeSinos foi contemplado na categoria Floresta e selecionado pela terceira vez em editais da companhia. O valor vai garantir a continuidade da iniciativa — desenvolvida desde 2009 sob coordenação do Comitesinos —, e será empregado na quinta etapa, que se iniciará neste ano. A linha principal da atuação do projeto “VerdeSinos Cidades-esponja” é Floresta, com componentes fortes nas linhas Educação e Desenvolvimento Sustentável. Atendendo a ideia principal das cidades esponja, são planejadas ações que visam ao manejo das águas das precipitações nos municípios da bacia que mostram um histórico extenso de alagamentos. O conceito de cidades-esponja tem se tornado cada vez mais popular no mundo da gestão das águas e da sustentabilidade urbana. Essa abordagem busca criar cidades mais resilientes e adaptáveis às mudanças climáticas, especialmente no que diz respeito aos alagamentos e à escassez de água. A ideia central é transformar as cidades em esponjas, ou seja, em sistemas capazes de absorver, armazenar e filtrar água da chuva, reduzindo o impacto de alagamentos e aumentando a disponibilidade de água para uso humano e para as áreas verdes da cidade. Para implementar esse conceito, é necessário fazer um diagnóstico das condições atuais das cidades em relação à gestão das águas e identificar as áreas mais vulneráveis aos alagamentos e à escassez de água. A partir daí, é possível desenvolver um plano de ação que inclua medidas como a construção de reservatórios de água, a criação de sistemas de drenagem sustentável, o aumento da permeabilidade do solo e a promoção de áreas verdes. O Movimento Roessler – entidade gestora do VerdeSinos – esteve representado por sua presidente, Luana Rosa, no evento de anúncio dos vencedores do programa Petrobras Socioambiental 2023.

Comitesinos aprova mecanismo e valor para cobrança pelo uso da água do Rio dos Sinos

O plenário do Comitesinos aprovou, em março, os valores para a cobrança pelo uso dos recursos hídricos na bacia do Sinos. O mecanismo foi aprovado na última reunião de 2023. A deliberação foi concluída e aprovada com esses dois documentos. Com a decisão, o colegiado se torna o primeiro comitê de bacia do Rio Grande do Sul a concluir a etapa de formatação de mecanismos e preços que sinalizam ao governo gaúcho como companhias de abastecimento, indústria e produtores rurais devem pagar pela retirada de água do rio para suas atividades produtivas quando a lei entrar em vigor. Prevista no Sistema Nacional de Recursos Hídricos (Lei nº 9.433/97), a cobrança pelo uso da água é uma ferramenta de gestão para o investimento dos recursos arrecadados nas bacias hidrográficas em sua recuperação, assegurando água em quantidade e qualidade para todos os usos.  No Brasil, Ceará, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Paraíba, Rio Grande do Norte e Goiás já adotaram a ferramenta. O RS, apesar de ser precursor na criação da Lei 10.350/94 e ter ajudado a formular a política em nível federal, ainda não aplica a cobrança, ficando para trás no cumprimento da legislação. “O dia é histórico, pois o Rio Grande do Sul precisa desse instrumento, a cobrança, para de fato termos o Sistema Estadual de Gestão de Recursos totalmente implementado. Esta aprovação é um passo importante para isso”, explica Viviane Feijó Machado, presidente do Comitesinos. “O pagamento pela retirada de recursos hídricos do rio não apenas atenderá a lei, como democratizará o uso da água e viabilizará obras fundamentais do Plano de Bacia para as próximas gerações”, comemora.  Desde o início de 2022 o tema é tratado constantemente no Comitesinos. O GT Cobrança, instituído para tratar do tema, contou com a participação de especialistas da Agência Nacional de Águas e Saneamento (ANA) e do Departamento Estadual de Recursos Hídricos e Saneamento (DRHS/RS). Os técnicos ajudaram a orientar os representantes das três categorias envolvidas, buscaram dados da bacia, apresentaram exemplos de todo o país e contribuíram à formação dos dois produtos, mecanismo e valor. A implementação é responsabilidade do Estado. O Comitesinos volta atenção agora às definições das ações prioritárias para investimentos dos valores arrecadados, bem como permanecerá acompanhando os trâmites para a implementação do instrumento. VALORES Os valores dos Preços Públicos Unitários (PPUs) de cobrança serão constituídos utilizando como base o valor unitário do metro cúbico da água por categoria de finalidade de uso para captação e pelo quilograma da Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) para lançamento, através do cálculo definido no Mecanismo de Cobrança pelo Uso dos Recursos Hídricos na Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos.  REPASSES e APLICAÇÃO Os valores arrecadados com a cobrança pelo uso de recursos hídricos serão aplicados nas seguintes intervenções estruturais e não estruturais previstas no Plano de Bacia da Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos e definidas como prioritárias pelo colegiado: Redução das Cargas Poluidoras, Proteção e Minimização dos Impactos Negativos das Cheias e Monitoramento da Qualidade e Quantidade das Águas. O montante varia de acordo com o número de outorgas concedidas pelo Estado, ou seja, a permissão que as empresas e setores recebem para retirar água do rio, conforme suas atividades. Do total arrecadado, 8% irão para o sistema de gerenciamento de recursos hídricos, que compreende a Agência de Bacia (ou entidade delegatária) e Comitê e 92% serão revertidos em investimentos. Comitesinos 

Movimento Roessler aciona MP sobre o arboricídio no Parcão

Movimento Roessler aciona MP sobre o arboricídio no Parcão O que para a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Novo Hamburgo aparenta ser apenas um manejo para a conservação da cerca do Parque Henrique Roessler, para nós configura um crime ambiental autorizado pelo próprio poder público. Na primeira quinzena de outubro, foi retirada uma faixa em torno de 250 metros de vegetação da área de conservação, ultrapassando o limite de até 1,5 metros de distância da cerca. Cortaram árvores nativas como camboatá, cedro, canjerana, aroeira e caneleira, algumas com mais de 20 anos. Diversos moradores participaram da ação de denúncia que entrou ao vivo no Jornal do Almoço do dia 2010. Frente a essa mortandade, a equipe técnica do Movimento Roessler elaborou um documento para o Ministério Público, após visita ao local e constatação de irregularidades e alteração da paisagem pelo corte de árvores e vegetação nativa do Parcão. A entidade não concorda com a ação, pois o corte contraria os objetivos do parque causando graves danos à biodiversidade local, cuja necessidade de recuperação da área degradada é urgente. Ao se priorizar a cerca do Parcão, está se tratando o parque como um local isolado, ignorando-se a dinâmica ecológica da região. No documento apresentado pela SEMAM, justifica-se que a cerca existe para evitar a saída dos animais selvagens para a rua, mas não menciona que esses animais precisam entrar e sair do parque. É como se o Parcão fosse uma grande jaula de um zoológico ou um santuário de animais não aptos à vida selvagem e não um parque com o propósito de se comunicar com o entorno e servir de corredor ecológico. Com isso, prejudicando seu papel de corredor de fauna entre a serra e os banhados da região. Essa liberdade é necessária para que o parque possa cumprir seu papel na proteção da biodiversidade da região. Faz-se necessário que a cerca tenha passagens de fauna em pontos estratégicos, especialmente nos locais próximos aos cursos d ‘água ao sul e nas matas ao lado do cemitério e Fundação Scheffel, onde não há risco maior de atropelamento. Os atropelamentos ocorridos foram na Rua Barão de Santo Ângelo quando ainda não havia a cerca. Nesse sentido, concordamos que na Rua Barão de Santo Ângelo a cerca seja mantida sem a passagem de fauna. Outro ponto é o risco de acidentes com energia elétrica. Nesse sentido, enfatizamos que existem outros meios de minimizar esse risco, como a colocação de cabos ecológicos que dispensam o corte de vegetação ou a realocação da rede elétrica para o outro lado da via. Essas questões podem ser exigidas pela gestão do parque à RGE. Se existe, de fato, uma preocupação do poder público com acidentes envolvendo a rede elétrica, essa é uma alternativa viável, visto que o maior patrimônio do parque é sua fauna e flora e não uma cerca ou uma rede de energia, que de acordo com a justificativa parecem ser mais importantes. Ressaltamos que a cerca é de ótima qualidade e que não apresenta sinais de dano significativo que justifiquem a remoção da vegetação próxima. Por ser em módulos, a cerca é de fácil manutenção em pontos que tenham sofrido eventual impacto de acidente (destacamos que o risco maior é de acidente por choque de veículos do que por danos ocasionados pela queda de galhos ou árvores). A maior parte da vegetação junto à cerca é arbustiva ou de porte baixo ou médio. Raros pontos atingem a rede de energia elétrica. O plano de recuperação apresentado pela SEMAM é uma confissão de que foi ocasionado dano desnecessário em área de APP. O plano apresentado é confuso, pois cita recuperação por abandono e ao mesmo tempo propõe plantios de mudas de grande porte típicas de um projeto de compensação de corte de arborização urbana e não em área com floresta. A substituição do corte de espécies exóticas já deveria ter sido feita quando do manejo dessa vegetação e não agora quando houve um dano por manejo inadequado em outra área do parque. A ação de corte fere o Plano de Manejo, visto que foi feita em área de APP. Houve prejuízo ao habitat da espécie Boana faber (sapo-martelo), pois foi realizado o corte em momento de reprodução da espécie justamente no seu habitat específico que são as nascentes do parque. Esse habitat já foi prejudicado pela construção da cerca ao se aterrar parte da área úmida onde vive essa espécie. Quanto ao período de reprodução de espécies, o mesmo vale para as aves que fazem seus ninhos nas árvores do parque e que foram derrubadas em período inadequado, quando existe a reprodução de inúmeras espécies de aves no local. A questão do prejuízo ao deslocamento de fauna para outras áreas também é muito importante, pois prejudica o fluxo gênico necessário à preservação das espécies nativas. O Parcão não é um zoológico ou santuário de animais vítimas de maus tratos, mas um local de abrigo de animais sadios e aptos à vida selvagem. Além disso, fere o plano de manejo, pois foi realizado corte de vegetação em APP e área de uso restrito. Art. 2, item lll e Art. 3, item I, indicando que deveriam ser preservadas pelo Plano. Um corte de árvores dentro de uma Unidade de Conservação não pode ser realizado sem um projeto. Reiteradas vezes a SEMAM assumiu que não fazia ideia do volume que seria gerado na intervenção, nem quais espécies seriam afetadas, correndo-se o risco eventual de afetar espécies ameaçadas, protegidas ou raras. Em momento algum foi apresentado quantos e quais exemplares seriam removidos. Informar que não é possível estabelecer a quantidade de árvores que serão removidas devido ao fato da remoção não ter sido finalizada nos faz questionar a seriedade da ação e sua capacidade técnica. Diante de tais apontamentos, o Movimento Roessler solicita à Promotoria de Justiça Especializada de Novo Hamburgo que determine ao poder público municipal as seguintes providências a serem tomadas: Que a continuidade do corte de vegetação junto à cerca seja suspensa e não venha a ocorrer mais no futuro; Caso seja necessário algum manejo de vegetação no Parque Henrique

Direitos da Natureza

Direitos da Natureza Como algumas pessoas sabem eu trabalho e estudo Astrologia há uns 30 anos e nos últimos cinco anos tenho me interessado muito pelos grandes ciclos planetários que o planeta Terra atravessa caracterizando momentos de mudanças importantes. Quero me ater a duas situações e costurar umas reflexões com vocês: Primeiro: os signos de Aquário e Peixes – que são os mais coletivos da roda Zodiacal, que inicia em Áries (o mais pessoal, que só conjuga verbos na primeira pessoa do singular) e termina em Peixes (que tudo dissolve) para novamente iniciar a próxima roda com Áries à frente. Segundo: os planetas Urano e Netuno, que são os mais lentos na sua trajetória ao redor do Sol, demoram 84 e 164 anos respectivamente. Astrologicamente, Aquário e Urano simbolizam, entre outras coisas, o novo que vem pra derrubar o que está impedindo a compreensão mais ampla da vida. Peixes e Netuno simbolizam a dissolução de limites, compaixão, inclusão, entre outros significados. Cada vez que um destes planetas transita por um destes signos temos alterações, com mudanças que afetam o coletivo. Vou dar uns exemplos para deixar mais claro. Netuno esteve em Peixes de 1848 a 1862. Neste período nasceram Joaquim Nabuco (1849-1910), fundador da “Academia Brasileira de Letras” e articulador dos ideais antiescravistas e o jornalista e ativista político José do Patrocínio (1853-1905), que colaborou com a campanha pela abolição da escravatura no Brasil e, ao lado de Nabuco, fundou a “Sociedade Brasileira Contra a Escravidão” em 1880. Ambos tinham em seus Mapas Astrológicos Netuno em Peixes – dissolver limites, inclusão – e a isso se dedicaram beneficiando coletivamente a comunidade brasileira. “O livro dos espíritos, “publicado em 1857, marca o nascimento da Doutrina Espírita e inicia a Codificação Espírita organizada por Allan Kardec. Se borram os limites entre vivos e mortos. Uma das primeiras lições de ecocentrismo se encontra na carta escrita em 1854, pelo cacique de Seattle, em resposta ao presidente dos Estados Unidos da América: “Nós somos uma parte da terra e ela faz parte de nós. As flores perfumadas são nossas irmãs. O cervo, o cavalo, a grande águia são nossos irmãos. As rochas escarpadas, o aroma das pradarias, o ímpeto dos nossos cavalos e o homem — todos são da mesma família.” Netuno esteve em Aquário de 1998 a 2012 Os Direitos da Natureza é um movimento que começa pelo reconhecimento dos direitos indígenas (como a Constituição Brasileira de 1988) e culmina com as constituições do Equador de 2008 e da Bolívia de 2009. Baseando-se nos interesses culturais dos povos locais, reconheceram os direitos da natureza de forma efetiva, de maneira até mesmo a elevar a Pachamama (natureza) como sujeito de direitos. Esta mudança paradigmática propõe a transição de uma visão antropocêntrica para uma ecocêntrica ao defender uma perspectiva relacional mais harmônica entre as pessoas e a Natureza; uma perspectiva que rompe com o modelo utilitarista no qual os humanos consideram a Natureza mero recurso apropriável e na qual os seres humanos e não humanos se reconhecem como membros de uma mesma comunidade Planetária. Netuno está em Peixes desde 2012 e ficará até 2026 Temos oportunidade de ampliar o movimento do ecocentrismo já manifestado na passagem anterior, de ir além de limites que impuseram “nós aqui, a natureza lá”, de reconhecermo-nos como todos e todas pertencentes a uma só raça – a humana – que coabita o mesmo planeta. Vejam, por exemplo, as manifestações contra uso de animais em testes de laboratório ou as duras críticas, chegando a pedidos de abdicação do Rei Juan Carlos – na Espanha – por conta de suas caçadas a elefantes em abril de 2012. Outra área onde os limites são dissolvidos, ou quase, é a lei de cotas, instituída em 2012, que cria oportunidades para que cidadãos e cidadãs brasileiras que não tiveram acesso à educação de qualidade por conta de serem oriundos de famílias onde quase sempre a cor da pele é o que abre ou fecha portas, possam estudar em universidades federais e assim conquistar um lugar de igualdade. Nesta nova passagem de Netuno por Peixes a configuração astrológica não é exatamente a mesma de 160 anos atrás, mas temos um aliado importante: Urano – aquele que derruba o que está ultrapassado pra que nossa compreensão se amplie – está no signo de Touro, signo do elemento terra, simbolizando novos usos dos bens coletivos, entre eles usos não degradantes, não só utilitários do planeta. E que deem voz ao que esteve na periferia da importância até agora. “A vida não é útil”, título de um livro de Ailton Krenak, resume bem o que me levou a escrever estas considerações para refletirmos juntos e juntas. O que Netuno em Peixes sugere, simboliza, provoca, é sonharmos coletivamente, nas palavras de Krenak, que o futuro é ancestral. A sabedoria de tudo que sempre esteve no planeta e que não aponta para nenhuma espécie em particular pode ser nossa guia na dissolução de limites, na vivência da compaixão, de honrar os direitos de tudo, de todos e todas, e urgentemente agora os Direitos da Natureza. Ligia Brock Astróloga NOS ACOMPANHENAS REDES SOCIAIS Facebook Instagram Youtube ÚLTIMAS NOTÍCIAS Direitos da Natureza Read More Comitesinos institui GT para definir mecanismo e preço pelo uso da água Read More Mudanças Climáticas: por que você não sabe de nada? Read More Considerado extinto no RS, tamanduá-bandeira é registrado no Parque do Espinilho Read More PrevAnterior17 Dezembro-Dia Nacional do Bioma Pampa PróximoMudanças Climáticas: por que você não sabe de nada?Next Compartilhe

Comitesinos institui GT para definir mecanismo e preço pelo uso da água

Comitesinos institui GT para definir mecanismo e preço pelo uso da água O Comitesinos instituiu um Grupo de Trabalho (GT) para tratar do tema Cobrança pelo Uso dos Recursos Hídricos em maio de 2023, inclusive com a participação da Agência Nacional de Águas e Saneamento. O GT desenvolveu uma proposta de mecanismo para a cobrança e realizou simulações, através das outorgas dos usuários, para verificar a capacidade de arrecadação. A implementação deste instrumento, a cobrança pelo uso dos recursos hídricos, é fundamental para a recuperação da Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos. Conforme a Lei Estadual nº 10.350/94, os recursos arrecadados em uma bacia devem ser destinados para recuperação da própria bacia, bem como do comitê, que através da participação democrática das suas categorias, deve definir quais ações do seu Plano de Bacia receberão o aporte financeiro arrecadado. De agosto a outubro, representantes das categorias de Abastecimento Público, Indústria e Produção Rural foram incorporados ao GT para contribuições. No final de novembro o GT Cobrança se reuniu novamente, ocasião em que os representantes das categorias de usuários fizeram as últimas contribuições dos seus setores para a finalização da proposta que será submetida ao colegiado na Reunião Ordinária do Comitesinos. “Temos ciência que há a necessidade de instituir as Agências Regionais (Lei Estadual) ou definir uma Agência Delegatária (Lei Federal) para a aplicação da cobrança, no entanto estamos cumprindo nosso papel para a implementação deste instrumento para a gestão das águas no Rio Grande do Sul, que existe há 29 anos e não foi instituído”, reforça Viviane Feijó Machado, presidente do Comitesinos. “O Rio Grande do Sul sempre esteve à frente das principais iniciativas relacionadas à gestão das águas, desde a criação do Comitesinos, primeiro comitê de bacia hidrográfica do Brasil (Decreto Estadual nº 32.774/88), até a elaboração da Lei Gaúcha das Águas (Lei 10.350/94), que instituiu a cobrança”, explica Viviane. “A cobrança é fundamental para garantir investimentos na bacia e oferecer água em quantidade e qualidade para os múltiplos usos. Há diversos resultados excelentes em outros estados,” complementa. Por meio da cobrança, os setores que retiram água ou prejudicam sua qualidade, devem pagar pelo uso deste bem comum. O trabalho do GT vem recebendo apoio técnico e orientação do especialista em Recursos Hídricos e Saneamento Básico da Agência Nacional de Águas e Saneamento (ANA) Giordano Bruno Bomtempo de Carvalho, do coordenador substituto na Coordenadoria de Sustentabilidade Financeira e Cobrança (CSCOB) da ANA, Marco Antônio Amorim, e da chefe da Divisão de Planejamento e Gestão do Departamento de Recursos Hídricos e Saneamento da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Planejamento (SEMA/RS), Raíza Cristóvão Schuster. Comitesinos NOS ACOMPANHENAS REDES SOCIAIS Facebook Instagram Youtube ÚLTIMAS NOTÍCIAS Comitesinos institui GT para definir mecanismo e preço pelo uso da água Read More Mudanças Climáticas: por que você não sabe de nada? Read More Considerado extinto no RS, tamanduá-bandeira é registrado no Parque do Espinilho Read More 17 Dezembro-Dia Nacional do Bioma Pampa Read More PrevAnteriorArquiteto e ativista urbano em Porto Alegre, Nestor Ibrahim Nadruz morre aos 94 anos PróximoConsiderado extinto no RS, tamanduá-bandeira é registrado no Parque do EspinilhoNext Compartilhe

Mudanças Climáticas: por que você não sabe de nada?

Mudanças Climáticas: por que você não sabe de nada? A academia – a produção científica – é uma caixa preta. Assim é também o universo de iniciativas envolvendo questões climáticas que estão acontecendo mundo afora. Tanto conhecimento é produzido, tantas pesquisas são desenvolvidas, mas pouco chega para a sociedade o que significam os avanços e as descobertas. Todo esse conhecimento deve ser “mediado”, ou melhor, explicado de uma forma simples para que as pessoas possam entender o que isso afeta na vida delas. Ouvi da juíza federal Rafaela Rosa, no 11º Fórum Gaúcho de Gestão Ambiental (FIGA), promovido pela Associação Riograndense de Imprensa e Ministério Público do RS, a importância dos jornalistas na disseminação do relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, sigla em Inglês). A juíza contou que o IPCC vem desde 1988 reunindo informações, estudando, trocando informações sobre o aumento da temperatura do planeta. Mas os dados, o trabalho do grupo de cientistas, que reúne milhares de pesquisadores de vários cantos do mundo, só se tornou conhecido depois que jornalistas tornaram os milhares de trabalhos técnicos em uma linguagem mais palatável. Tanto que o IPCC dividiu o Prêmio Nobel da Paz de 2007 com o vice-presidente americano Al Gore. Rafaela Rosa, que atua no Tribunal Regional Federal da 4ª Região, alerta que vai aumentar a judicialização envolvendo uma série de variáveis que a crise climática implica. Seguradoras, por exemplo, já estão se negando a assinar contratos em áreas de risco, como Malibu, nos Estados Unidos. Já pensaram como ficará o seguro agrícola no Brasil? Tudo isso para contextualizar que tanto as empresas como imprensa e governos precisam se preparar para comunicar o que significam as medidas a serem tomadas com relação ao clima. Planos para tratar de clima no RS É imprescindível que a sociedade, a imprensa saiba conectar o que representa o desmonte das políticas de proteção ambiental frente a esse “novo normal”. Sim, teremos mais eventos extremos pela frente. O governador Eduardo Leite afirmou algumas vezes durante o lançamento do ProClima 2050, o quanto o agro não é o vilão do clima. Só que, no mesmo dia, foi divulgado um estudo pelo Observatório do Clima, a partir de dados do Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SEEG), que aponta as cadeias produtivas alimentares como responsáveis por 73,7% das emissões brutas de GEE do Brasil em 2021. Do total de 2,4 bilhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente (tCO2e) lançadas na atmosfera pela economia brasileira em 2021, cerca de 1,8 bilhão foram decorrentes da produção de alimentos no Brasil. A esmagadora maioria (1,4 bilhão de tCO2e) desse montante está relacionada à produção de carne bovina. Se fosse um país, essa indústria seria o 7º maior emissor de GEE do planeta, à frente de países como o Japão. Não vi circular esses dados na imprensa gaúcha. Há muita coisa acontecendo que as pessoas ou não tem acesso ou omitem a circulação porque há outros interesses. Ou seja, para encarar esse cenário precisamos, pelo menos, que as pessoas que entendem o quanto tudo está interligado saibam decodificar os fatos que acontecem a sua volta como que está acontecendo no mundo. Sílvia Marcuzzo Jornalista NOS ACOMPANHENAS REDES SOCIAIS Facebook Instagram Youtube ÚLTIMAS NOTÍCIAS Mudanças Climáticas: por que você não sabe de nada? Read More Considerado extinto no RS, tamanduá-bandeira é registrado no Parque do Espinilho Read More 17 Dezembro-Dia Nacional do Bioma Pampa Read More Arquiteto e ativista urbano em Porto Alegre, Nestor Ibrahim Nadruz morre aos 94 anos Read More PrevAnteriorPF prende “Reis do Soja” no RS e outros Estados por Contrabando bilionário de grãos e agrotóxicos Próximo17 Dezembro-Dia Nacional do Bioma PampaNext Compartilhe

Considerado extinto no RS, tamanduá-bandeira é registrado no Parque do Espinilho

Considerado extinto no RS, tamanduá-bandeira é registrado no Parque do Espinilho Um tamanduá-bandeira, espécie considerada extinta no Rio Grande do Sul há 130 anos, foi fotografado no norte do Parque Estadual do Espinilho, na fronteira Oeste do Rio Grande do Sul. A imagem foi divulgada pela Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema) somente nesta segunda-feira (18), apesar do primeiro registro ter sido feito em junho deste ano. Na ocasião, o flagrante surpreendeu um grupo de ambientalistas que fazia uma expedição em busca de animais silvestres na Unidade de Conservação da Barra do Quaraí. Os pesquisadores instalaram os equipamentos fotográficos acionados a distância para registrar os habitantes do parque em estado selvagem com a menor interferência humana possível. Não esperavam, todavia, captar a imagem de um tamanduá-bandeira, descoberta agora considerada muito importante. “A gente acredita que esse bicho seja uma expansão do trabalho de reintrodução feito na Argentina, lá em Esteros del Iberá, do trabalho da Fundação Rewilding. Esses animais estão adentrando o Rio Grande do Sul. No Uruguai, o tamanduá também já tinha sido extinto no mesmo período em que isso aconteceu aqui no Pampa brasileiro”, explicou o biólogo Fábio Mazim, que atua no Parque do Espinilho e faz parte do grupo responsável pelo registro. Após a primeira aparição, outras imagens da espécie foram obtidas no mesmo parque. As captações foram feitas em turnos distintos, nos meses de julho, agosto e setembro. Conforme o biólogo da Unidade de Conservação, não foi possível concluir se todos os registros correspondem ao mesmo animal ou se haveria uma dupla. A única certeza é de que há ao menos um novo inquilino no parque. Além de ressaltar a riqueza da biodiversidade na região, a descoberta demonstra a importância do Parque do Espinilho para a pesquisa e a conservação de espécies raras e ameaçadas. A descoberta do tamanduá-bandeira no RS será relatada em um trabalho científico, desenvolvido em colaboração com pesquisadores da Argentina e do Uruguai.   Fonte: Sul21 Tamanduá-bandeira foi flagrado por uma câmera fotográfica posicionada na mata. Foto: Reprodução NOS ACOMPANHENAS REDES SOCIAIS Facebook Instagram Youtube ÚLTIMAS NOTÍCIAS Considerado extinto no RS, tamanduá-bandeira é registrado no Parque do Espinilho Read More 17 Dezembro-Dia Nacional do Bioma Pampa Read More Arquiteto e ativista urbano em Porto Alegre, Nestor Ibrahim Nadruz morre aos 94 anos Read More PF prende “Reis do Soja” no RS e outros Estados por Contrabando bilionário de grãos e agrotóxicos Read More PrevAnteriorMaior crime da indústria da agrotóxicos completa 39 anos PróximoArquiteto e ativista urbano em Porto Alegre, Nestor Ibrahim Nadruz morre aos 94 anosNext Compartilhe

17 Dezembro-Dia Nacional do Bioma Pampa

17 Dezembro-Dia Nacional do Bioma Pampa Nesse Dia Nacional do Bioma Pampa, ressaltamos suas belezas, mas também o quanto ele precisa de ampla articulação e defesa para seguir existindo. O Pampa é o bioma brasileiro com a maior perda percentual de áreas naturais. A diminuição dos campos nativos do Pampa decorre das expansões da produção agrícola, da silvicultura e das pastagens cultivadas, sendo a soja o principal cultivo a substituir os campos nos últimos anos. Temos ainda outras ameaças: a crescente utilização de agrotóxico e a fragilidade do bioma devido à pouca proteção legal. O Pampa é o bioma com menor área percentual protegida em unidades de conservação, com apenas 2,8% do território protegido. É um bioma partilhado, se estendendo pelo Brasil, Argentina e pelo Uruguai, ocupando, assim, uma área total de 700 mil quilômetros quadrados. Na sua formação, temos as coxilhas e morros rupestres, planícies e serras. A vegetação é composta principalmente por herbáceas, arbustos e árvores pequenas, com clima subtropical e solo arenoso. Na fauna característica, temos ema, perdiz, joão-de-barro, quero-quero e caturrita, como algumas das aves que escolhem o Pampa como lar. O charmoso sapinho-de-barriga-vermelha se destaca entre os anfíbios. Já entre os mamíferos, há tuco-tucos, furões e veados-campeiros, entre outros. NOS ACOMPANHENAS REDES SOCIAIS Facebook Instagram Youtube ÚLTIMAS NOTÍCIAS 17 Dezembro-Dia Nacional do Bioma Pampa Read More Arquiteto e ativista urbano em Porto Alegre, Nestor Ibrahim Nadruz morre aos 94 anos Read More PF prende “Reis do Soja” no RS e outros Estados por Contrabando bilionário de grãos e agrotóxicos Read More Maior crime da indústria da agrotóxicos completa 39 anos Read More PrevAnteriorQuem foi Wangari Maathai, vencedora do Prêmio Nobel citada por Lula na COP28 PróximoPF prende “Reis do Soja” no RS e outros Estados por Contrabando bilionário de grãos e agrotóxicosNext Compartilhe

Arquiteto e ativista urbano em Porto Alegre, Nestor Ibrahim Nadruz morre aos 94 anos

Arquiteto e ativista urbano em Porto Alegre, Nestor Ibrahim Nadruz morre aos 94 anos Porto Alegre perdeu neste fim de semana o arquiteto e urbanista Nestor Ibrahim Nadruz. Ele estava com 94 anos de idade e foi sepultado no domingo, dia 7.Ativista urbano e ambiental, Nadruz foi coordenador do movimento Porto Alegre Vive, formado por associações e movimentos de moradores da Capital que participaram ativamente do debate de revisão do Plano Diretor na primeira década dos anos 2000. Por sua atuação destacada, coordenou o Fórum de Entidades da revisão na Câmara Municipal em 2007.A vida do arquiteto perpassou muitas pautas coletivas, tendo sido um dos fundadores do Foto Cine Clube Gaúcho, conselheiro da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan) e do Grêmio. Nos debates sobre o planejamento urbano de Porto Alegre, também integrou o Conselho do Plano Diretor como representante da região 6 de gestão do planejamento.“Foi apoiador de primeira hora do nosso Movimentos da Rua Gonçalo de Carvalho”, recorda Cesar Cardia, um dos mobilizadores do grupo, que disponibilizou à Coluna registros em imagem e texto sobre a atuação de Nadruz. Cardia destaca o conhecimento da legislação, o incentivo à participação e o perfil conciliador do arquiteto, que “tinha uma liderança rara para unir pessoas de pontos de vista diferentes, que normalmente nem se falariam”. Em publicações no Facebook, os filhos falaram de outros perfis do pai: Marcelo lembrou de Nadruz como “amante da Música e da Arte”; Mauro citou as diversas atividades das quais o pai participou contou que ele foi um “ambientalista com um olho no futuro e um na proteção sustentável das cidades como um local voltado para as pessoas e a natureza”. Nestor Ibrahim Nadruz foi casado com Lygia por 65 anos e teve 3 filhos e 5 netos. Fonte: Jornal do Comércio Arquiteto e urbanista Nestor Ibrahim Nadruz Arquivo Amigos da Rua Gonçalo de Carvalho/ NOS ACOMPANHENAS REDES SOCIAIS Facebook Instagram Youtube ÚLTIMAS NOTÍCIAS 17 Dezembro-Dia Nacional do Bioma Pampa Read More Arquiteto e ativista urbano em Porto Alegre, Nestor Ibrahim Nadruz morre aos 94 anos Read More PF prende “Reis do Soja” no RS e outros Estados por Contrabando bilionário de grãos e agrotóxicos Read More Maior crime da indústria da agrotóxicos completa 39 anos Read More PrevAnteriorQuem foi Wangari Maathai, vencedora do Prêmio Nobel citada por Lula na COP28 PróximoPF prende “Reis do Soja” no RS e outros Estados por Contrabando bilionário de grãos e agrotóxicosNext Compartilhe

PF prende “Reis do Soja” no RS e outros Estados por Contrabando bilionário de grãos e agrotóxicos

PF prende “Reis do Soja” no RS e outros Estados por Contrabando bilionário de grãos e agrotóxicos A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta terça-feira (5/12,) as operações Dangerous e Paschoal, para desarticular organização criminosa responsável por esquema bilionário de contrabando de grãos, especialmente soja e milho, e agrotóxicos trazidos da Argentina para o Brasil por portos clandestinos às margens do Rio Uruguai.  A ação mobiliza 200 policiais federais para o cumprimento de 59 mandados de busca e apreensão e 16 mandados de prisão nas cidades de Palmeira das Missões (RS), Rodeio Bonito (RS), Cerro Grande (RS), Três Passos (RS), Tiradentes do Sul (RS), Horizontina (RS), Crissiumal (RS), Santo Ângelo (RS), Condor (RS), Tuparendi (RS), Santana do Livramento (RS), Itapema (SC), Itaí (SP), Palmas (TO) e São Luís (MA). Alguma dúvida de que todos os envolvidos são apoiadores dos ainda Senadores, Mourão e Heinze, apoiadores ferrenhos do tal “agronegócio” ? Agronegócio que ganha incentivos fiscais, não paga imposto e ainda rouba os cofres públicos via contrabando Bilionário, como mostra artigo do Metrópoles, que reproduzo na íntegra a seguir: Também são executadas medidas de bloqueio de contas bancárias vinculadas a pessoas físicas e jurídicas, num total de aproximadamente R$ 58 milhões, e sequestro e arresto de automóveis e imóveis de luxo e de uma aeronave com valor estimado em R$ 3,6 milhões.Play Video As investigações iniciaram em 2022 e apuraram que a organização criminosa dos chamados Reis da Soja é formada por três núcleos que atuam, de forma coordenada, entre os detentores dos portos clandestinos, os beneficiários, os revendedores das mercadorias contrabandeadas e os operadores financeiros.Lavagem de dinheiro Por meio de doleiros, o grupo realizava diversas operações cambiais à margem do sistema legal para promoção de evasão de divisas com a finalidade de pagar fornecedores da mercadoria no exterior, e duas das empresas utilizadas com esse propósito adquiriram criptoativos na ordem de R$ 1,2 bilhões. Segundo a PF, toda a operação criminosa é amparada pela utilização de documentação fraudada, como notas de produtores rurais lançadas para justificar o grande volume de grãos contrabandeados comercializados ou emitidas por empresas de fachada. O volume de mercadorias internalizadas e os valores empregados para evasão de divisas e lavagem de capitais permitiram à organização criminosa movimentar cifra superior a R$ 3,5 bilhões de reais nos últimos cinco anos. Durante o período de investigação, foram apreendidas 171 toneladas de soja, farelo de soja e milho, presas em flagrante 11 pessoas, e apreendidos caminhões, automóveis, vinhos e agrotóxicos. A ação conta com o apoio da Brigada Militar, da Receita Federal do Brasil, da Receita Estadual do Rio Grande do Sul e da PRF.   Via Blog Luiz Miller NOS ACOMPANHENAS REDES SOCIAIS Facebook Instagram Youtube ÚLTIMAS NOTÍCIAS 17 Dezembro-Dia Nacional do Bioma Pampa Read More Arquiteto e ativista urbano em Porto Alegre, Nestor Ibrahim Nadruz morre aos 94 anos Read More PF prende “Reis do Soja” no RS e outros Estados por Contrabando bilionário de grãos e agrotóxicos Read More Maior crime da indústria da agrotóxicos completa 39 anos Read More PrevAnteriorQuem foi Wangari Maathai, vencedora do Prêmio Nobel citada por Lula na COP28 PróximoPF prende “Reis do Soja” no RS e outros Estados por Contrabando bilionário de grãos e agrotóxicosNext Compartilhe