Entrevista com Arno Leandro Kayser, para a 34ª Edição da Educação Ambiental em Ação

Entrevista com Arno Leandro Kayser, para a 34ª Edição da Educação Ambiental em Ação Por Bere Adams Apresentação: O entrevistado desta edição é o engenheiro Agrônomo Arno Leandro Kayser, de Novo Hamburgo/RS. Conheço o Arno de longa data, inclusive fomos colegas por um ano. Sua atuação nas questões ambientais sempre estiveram presentes em sua vida, participando de vários movimentos ambientais. Atualmente, trabalha na Fundação Estadual de Proteção Ambiental Henrique Luiz Roessler – RS (Fepam). Ele vai nos contar um pouco da sua jornada. Bere – Olá, Arno! Conte-nos como foi seu ingresso nas questões ambientais e o que lhe motivou para se dedicar a elas. Arno – A história é meio longa, mas tudo começou na infância. Vivi em Novo Hamburgo numa época em que a cidade era menor e minha casa ficava próxima da zona rural. Havia muito verde, arroios limpos e muitos animais selvagens nos nossos territórios de brincadeira onde circulávamos sem medo. Perto de casa havia um ingazeiro muito grande plantado pelo dono do armazém aonde as crianças brincavam e olhavam o mundo ao redor. Era o ponto de encontro de colonos que desciam de Dois Irmãos para vender no armazém. Eu gostava muito desta árvore, mas quando estenderam a rede elétrica na Vila ela foi cortada. Algo que me chocou muito e me despertou para o problema da devastação da natureza e a vontade de proteger as árvores e os animais em geral. Mas tarde, minha tia Marlene me falava das palestras do Lutzenberger em Porto Alegre. O que fez ver que havia muitas pessoas interessadas em defender a natureza. A base se completou com as aulas de ecologia que tive na Fundação Evangélica, no segundo grau, com o professor Schmeling e a formação na faculdade de Agronomia e um estágio na Alemanha em agricultura alternativa. Bere – Qual é o seu envolvimento com o Movimento Roessler? Arno – Eu participo desde 1985, quando voltei da faculdade para Novo Hamburgo e trabalhava no Horto da Prefeitura de Novo Hamburgo. Participei de várias ações na entidade como a luta contra as podas, a defesa do Rio dos Sinos, a criação do Parcão e muitas outras. Já exerci vários cargos na entidade a representei na Apedema, Fundo Nacional do Meio Ambiente, Comitesinos e Pró Guaíba. Bere – Entre trabalhos desenvolvidos por você na área ambiental, qual deles você destaca? Arno – A administração do Horto de Novo Hamburgo que me deu oportunidade de plantar milhares de árvores e divulgar a importância da plantas nativas; o trabalho na assessoria de Educação Ambiental da Prefeitura de Novo Hamburgo, me envolvendo com a formação de crianças e adultos para os temas do meio ambiente; o trabalho na consolidação do Comitesinos, primeiro comitê de Bacias do Brasil; o trabalho de escritor de Ecologia no Jornal NH, Folha de Novo Hamburgo, revista Mundo Jovem e outras publicações que levaram minhas ideias para muitos públicos Brasil afora; a publicação de livros e a montagem de texto de teatro infantil e vídeos de ecologia que ampliaram minha capacidade de expressão nesta área. Também destaco meu trabalho no Pró Guaíba, no Fundo Nacional do Meio Ambiente e na Fepam, aonde pude me envolver em vários projetos e ações em prol da proteção ambiental. Bere – Quais as maiores dificuldades encontradas durante sua trajetória? Arno – A incompreensão de muitas e muitas pessoas que enxergam nos ecologistas pessoas intolerantes e não percebem que o trabalho em prol do meio ambiente é a maior revolução cultural dos nossos dias. A falta de apoio aos grupos ecologistas locais para terem um mínimo de infraestrutura para agirem e ampliarem seus trabalhos. Bere – Para você, qual a importância da Educação Ambiental? Arno – A Educação Ambiental é fundamental como processo transformador da consciência de todos os seres humanos nestes nossos dias para que percebam que somos todos parte deste Planeta e que devemos proteger e respeitar as leis que garantiram o processo vital que nele evoluiu ao ponto de torná-lo uma joia rara neste universo. Penso que ela deve fazer parte da estratégia de todas as instituições humanas e não ser interpretada apenas como algo voltado para as crianças e jovens, mas um aprendizado importante também para os adultos de todas as gerações para que a humanidade tenha futuro neste Planeta. Bere – Desde que você ingressou para o ambientalismo, quais as diferenças que você percebe nas posturas das pessoas em relação ao meio ambiente? Arno – Antes de mais nada gostaria de me definir como um ecologista ou como alguém que com a luz do conhecimento cientifico desenvolve uma ação cidadã organizada em prol do meio ambiente, e que atua também, movido por sentimentos e devoção espiritual. Ambientalismo envolve uma gama muito maior de pessoas dentro da iniciativa privada e pública comercial e política que, nem sempre, tem como norte a defesa da vida, mas de interesses profissionais, econômicos ou políticos. Mas uma coisa que mudou muito é que antigamente a maioria das pessoas, mesmo os ecologistas, não acreditava ser possível transformar o rumo da nossa sociedade no sentido de uma prática que respeite os limites impostos pelas leis naturais. Hoje, além de acreditarem, vejo muitas pessoas pondo as ideias em prática de uma forma muito criativa e construtiva. Bere – Muito bom esse seu esclarecimento que evidencia diferenças entre ambientalismo e ecologismo. A própria Educação Ambiental também é confundida com Ecologia em muitas circunstâncias. Percebo você otimista em relação às ações e ideias práticas desenvolvidas por pessoas. E em relação a instituições privadas e órgãos governamentais, dá para perceber esse movimento? Arno – Acho que há muitas instituições privadas atuando em prol do meio ambiente. Em particular as entidades ecológicas criadas para tal fim. Mas elas sofrem muito com falta de apoio e realizam verdadeiros heroísmos para praticar seu papel. Muitas empresas apoiam o meio ambiente, mas ainda a ação é de propaganda e construção de uma imagem positiva que não se verifica na pratica e nos seus processos produtivos. Os consumidores, de um modo geral, têm
Uma reflexão sobre sapos, ecologia e política

Uma reflexão sobre sapos, ecologia e política Reza a lenda que, se um anuro fosse colocado em uma panela com água quente, ele saltaria para fora imediatamente; porém se a água estivesse fria, e fosse aquecida aos poucos, o pobre batráquio seria cozido vivo sem coaxar. Entretanto, é provável que, se tal crueldade fosse experimentada com muitos sapos, alguns ainda perceberiam que algo de errado estava a acontecer e tentariam pular para fora da panela a tempo de se salvar. As pessoas que compreendem a gravidade do acelerado processo de degradação ambiental do planeta pelo impacto da civilização humana tendem a agir como esses sapos mais espertos, porém logo se dão conta de que não há para onde saltar, sendo necessário interromper e reverter o processo. Para isso, se organizam em entidades que têm por objetivo lutar pela conservação do meio ambiente, a exemplo do Movimento Roessler. Dessa forma muito se conquistou nas últimas décadas. Porém a situação ambiental atual do planeta, quase no limiar da terceira década do século XXI, parece desanimadora e, sob certos aspectos, catastrófica. Evidências há: abundantes, preocupantes e irrefutáveis – exceto para os obscurantistas que negam a ciência – sabe-se lá movidos por que ânimo, recalque, ou recompensa. São como aqueles sapos menos espertos, que não percebem, ou não ligam para o seu destino. Parte considerável das mazelas ambientais pode e deve ser creditada aos grandes responsáveis: políticos de visão tacanha, egoísta, preconceituosa e imediatista que se aproveitando das fraturas sociais, a cada dia mais expostas, conseguem chegar ao poder para então traírem a confiança dos eleitores de boa-fé, ferindo a democracia que lhes concedeu mandatos ao adotar uma assustadora agenda de desmonte de quase tudo aquilo que se havia conquistado até então pelo trabalho de várias gerações de abnegados conservacionistas. Como consequência dessa ação nefasta, uma sucessão infindável de desastres ambientais vem causando sobressalto aos que compreendem a gravidade da situação. Sem muito otimismo se espera que os remédios da democracia permitam reverter esse quadro com a brevidade possível, embora tendo em mente que a recuperação dos danos gravíssimos causados à natureza e provocados por tanta infâmia poderá demandar mais tempo do que a nossa própria expectativa de vida. Não resta dúvida: é necessário e urgente que, de uma vez por todas, a agenda ambiental ocupe lugar nos executivos e legislativos. As principais preocupações dos políticos e dos eleitores costumam ser meramente conjunturais e circunstanciais, enquanto a conservação do meio ambiente é pressuposto básico para a continuidade de todas as formas de vida, das quais depende a vida humana. Assim sendo, entende-se imprescindível atuar na política de forma cada vez mais incisiva em nome da conservação ambiental: ou pela construção de candidaturas para buscar mandatos coletivos que sejam comprometidos com a causa ecológica, ou pela exigência de posicionamentos mais claros dos candidatos em relação às pautas ambientais decisivas, ou por uma forte cobrança de coerência daqueles que forem eleitos, denunciando-se os desonestos e traidores, à sociedade e à Justiça, para que venham a ser punidos pela aplicação da Lei, ou através do voto – exatamente aquilo que se espera em relação aos criminosos ambientais de hoje. Enquanto isso, sejamos sapos espertos para que os nossos girinos e os girinos deles possam vir a nadar em água fresca! Gerson Rolim Guidobono NOS ACOMPANHENAS REDES SOCIAIS Facebook Instagram Youtube ÚLTIMAS NOTÍCIAS Uma reflexão sobre sapos, ecologia e política Read More Tá ruim, mas tá bom Read More Movimento Roessler aciona MP sobre o arboricídio no Parcão Read More 45 anos resumidos numa estampa Read More PrevAnteriorDireitos da Natureza PróximoMovimento Roessler aciona MP sobre o arboricídio no ParcãoNext Compartilhe
Tá ruim, mas tá bom

Tá ruim, mas tá bom É muito preocupante esta condição de “tanto faz” que estamos vivendo há um tempo. Estamos nos acostumando a aceitar com apatia a usurpação de direitos e um arrocho geral das coisas que eu não lembro de ter vivido (talvez no tempo do Império fosse pior, apesar as novelas tentarem fazer-nos acreditar que não). Parece haver uma anulação progressiva das vozes de pessoas e de organizações da sociedade dedicadas ao coletivo. Ainda que muitas destas organizações tenham participação em conselhos e lhes seja permitida a manifestação de opinião, parece tudo montado para que estas participações tenham apenas o propósito de legitimar decisões prontas. Votação em regime de urgência, votação simbólica, baciada e abertura de porteira para a boiada. Um novo tipo de colonização, uma colonização interna (parafraseando Ailton Krenak), em que a minoria cada vez mais empoderada abocanha bens e serviços da maioria cada vez mais cordata e pobre. Foi assim com as fundações públicas do RS (FEPPS, FEE, FZB, TVE) e agora se pretende com a CORSAN. Para aqueles que acham que extinguir órgãos públicos é uma boa para a economia, valeria uma pesquisa para saber quanto o Estado está gastando para suprir aquelas demandas antes supridas pelas Fundações. Com cada vez mais gente morando em cidades, o tratamento e distribuição da água passam a ter uma importância cada vez maior. Pode se transformar num ótimo negócio. E isto não passa despercebido pelo faro do capital. Depois de mais de 50 anos investindo em infraestrutura e equipamentos, e com uma história recente de superávit, a CORSAN agora está madura para passar às mãos do capital privado. Se é tão complicado e oneroso prover água tratada e fazer o tratamento do esgoto, como querem fazer acreditar aqueles que estão com a caneta na mão, por que o capital privado se interessaria tanto? Por altruísmo? No caso da CORSAN chegamos a um ponto visceral da dominação do capital privado sobre o público. Digo visceral porque a água é tão importante para nós que a trazemos conosco. Estamos nos colocando por inteiro nas mãos dos invisíveis. Se não por inteiro, pelo menos 60%, que o é nosso peso em água. Julian MauhsBiólogo NOS ACOMPANHENAS REDES SOCIAIS Facebook Instagram Youtube ÚLTIMAS NOTÍCIAS Tá ruim, mas tá bom Read More Movimento Roessler aciona MP sobre o arboricídio no Parcão Read More 45 anos resumidos numa estampa Read More Direitos da Natureza Read More PrevAnteriorComitesinos institui GT para definir mecanismo e preço pelo uso da água Próximo45 anos resumidos numa estampaNext Compartilhe
Movimento Roessler aciona MP sobre o arboricídio no Parcão

Movimento Roessler aciona MP sobre o arboricídio no Parcão O que para a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Novo Hamburgo aparenta ser apenas um manejo para a conservação da cerca do Parque Henrique Roessler, para nós configura um crime ambiental autorizado pelo próprio poder público. Na primeira quinzena de outubro, foi retirada uma faixa em torno de 250 metros de vegetação da área de conservação, ultrapassando o limite de até 1,5 metros de distância da cerca. Cortaram árvores nativas como camboatá, cedro, canjerana, aroeira e caneleira, algumas com mais de 20 anos. Diversos moradores participaram da ação de denúncia que entrou ao vivo no Jornal do Almoço do dia 2010. Frente a essa mortandade, a equipe técnica do Movimento Roessler elaborou um documento para o Ministério Público, após visita ao local e constatação de irregularidades e alteração da paisagem pelo corte de árvores e vegetação nativa do Parcão. A entidade não concorda com a ação, pois o corte contraria os objetivos do parque causando graves danos à biodiversidade local, cuja necessidade de recuperação da área degradada é urgente. Ao se priorizar a cerca do Parcão, está se tratando o parque como um local isolado, ignorando-se a dinâmica ecológica da região. No documento apresentado pela SEMAM, justifica-se que a cerca existe para evitar a saída dos animais selvagens para a rua, mas não menciona que esses animais precisam entrar e sair do parque. É como se o Parcão fosse uma grande jaula de um zoológico ou um santuário de animais não aptos à vida selvagem e não um parque com o propósito de se comunicar com o entorno e servir de corredor ecológico. Com isso, prejudicando seu papel de corredor de fauna entre a serra e os banhados da região. Essa liberdade é necessária para que o parque possa cumprir seu papel na proteção da biodiversidade da região. Faz-se necessário que a cerca tenha passagens de fauna em pontos estratégicos, especialmente nos locais próximos aos cursos d ‘água ao sul e nas matas ao lado do cemitério e Fundação Scheffel, onde não há risco maior de atropelamento. Os atropelamentos ocorridos foram na Rua Barão de Santo Ângelo quando ainda não havia a cerca. Nesse sentido, concordamos que na Rua Barão de Santo Ângelo a cerca seja mantida sem a passagem de fauna. Outro ponto é o risco de acidentes com energia elétrica. Nesse sentido, enfatizamos que existem outros meios de minimizar esse risco, como a colocação de cabos ecológicos que dispensam o corte de vegetação ou a realocação da rede elétrica para o outro lado da via. Essas questões podem ser exigidas pela gestão do parque à RGE. Se existe, de fato, uma preocupação do poder público com acidentes envolvendo a rede elétrica, essa é uma alternativa viável, visto que o maior patrimônio do parque é sua fauna e flora e não uma cerca ou uma rede de energia, que de acordo com a justificativa parecem ser mais importantes. Ressaltamos que a cerca é de ótima qualidade e que não apresenta sinais de dano significativo que justifiquem a remoção da vegetação próxima. Por ser em módulos, a cerca é de fácil manutenção em pontos que tenham sofrido eventual impacto de acidente (destacamos que o risco maior é de acidente por choque de veículos do que por danos ocasionados pela queda de galhos ou árvores). A maior parte da vegetação junto à cerca é arbustiva ou de porte baixo ou médio. Raros pontos atingem a rede de energia elétrica. O plano de recuperação apresentado pela SEMAM é uma confissão de que foi ocasionado dano desnecessário em área de APP. O plano apresentado é confuso, pois cita recuperação por abandono e ao mesmo tempo propõe plantios de mudas de grande porte típicas de um projeto de compensação de corte de arborização urbana e não em área com floresta. A substituição do corte de espécies exóticas já deveria ter sido feita quando do manejo dessa vegetação e não agora quando houve um dano por manejo inadequado em outra área do parque. A ação de corte fere o Plano de Manejo, visto que foi feita em área de APP. Houve prejuízo ao habitat da espécie Boana faber (sapo-martelo), pois foi realizado o corte em momento de reprodução da espécie justamente no seu habitat específico que são as nascentes do parque. Esse habitat já foi prejudicado pela construção da cerca ao se aterrar parte da área úmida onde vive essa espécie. Quanto ao período de reprodução de espécies, o mesmo vale para as aves que fazem seus ninhos nas árvores do parque e que foram derrubadas em período inadequado, quando existe a reprodução de inúmeras espécies de aves no local. A questão do prejuízo ao deslocamento de fauna para outras áreas também é muito importante, pois prejudica o fluxo gênico necessário à preservação das espécies nativas. O Parcão não é um zoológico ou santuário de animais vítimas de maus tratos, mas um local de abrigo de animais sadios e aptos à vida selvagem. Além disso, fere o plano de manejo, pois foi realizado corte de vegetação em APP e área de uso restrito. Art. 2, item lll e Art. 3, item I, indicando que deveriam ser preservadas pelo Plano. Um corte de árvores dentro de uma Unidade de Conservação não pode ser realizado sem um projeto. Reiteradas vezes a SEMAM assumiu que não fazia ideia do volume que seria gerado na intervenção, nem quais espécies seriam afetadas, correndo-se o risco eventual de afetar espécies ameaçadas, protegidas ou raras. Em momento algum foi apresentado quantos e quais exemplares seriam removidos. Informar que não é possível estabelecer a quantidade de árvores que serão removidas devido ao fato da remoção não ter sido finalizada nos faz questionar a seriedade da ação e sua capacidade técnica. Diante de tais apontamentos, o Movimento Roessler solicita à Promotoria de Justiça Especializada de Novo Hamburgo que determine ao poder público municipal as seguintes providências a serem tomadas: Que a continuidade do corte de vegetação junto à cerca seja suspensa e não venha a ocorrer mais no futuro; Caso seja necessário algum manejo de vegetação no Parque Henrique
Direitos da Natureza

Direitos da Natureza Como algumas pessoas sabem eu trabalho e estudo Astrologia há uns 30 anos e nos últimos cinco anos tenho me interessado muito pelos grandes ciclos planetários que o planeta Terra atravessa caracterizando momentos de mudanças importantes. Quero me ater a duas situações e costurar umas reflexões com vocês: Primeiro: os signos de Aquário e Peixes – que são os mais coletivos da roda Zodiacal, que inicia em Áries (o mais pessoal, que só conjuga verbos na primeira pessoa do singular) e termina em Peixes (que tudo dissolve) para novamente iniciar a próxima roda com Áries à frente. Segundo: os planetas Urano e Netuno, que são os mais lentos na sua trajetória ao redor do Sol, demoram 84 e 164 anos respectivamente. Astrologicamente, Aquário e Urano simbolizam, entre outras coisas, o novo que vem pra derrubar o que está impedindo a compreensão mais ampla da vida. Peixes e Netuno simbolizam a dissolução de limites, compaixão, inclusão, entre outros significados. Cada vez que um destes planetas transita por um destes signos temos alterações, com mudanças que afetam o coletivo. Vou dar uns exemplos para deixar mais claro. Netuno esteve em Peixes de 1848 a 1862. Neste período nasceram Joaquim Nabuco (1849-1910), fundador da “Academia Brasileira de Letras” e articulador dos ideais antiescravistas e o jornalista e ativista político José do Patrocínio (1853-1905), que colaborou com a campanha pela abolição da escravatura no Brasil e, ao lado de Nabuco, fundou a “Sociedade Brasileira Contra a Escravidão” em 1880. Ambos tinham em seus Mapas Astrológicos Netuno em Peixes – dissolver limites, inclusão – e a isso se dedicaram beneficiando coletivamente a comunidade brasileira. “O livro dos espíritos, “publicado em 1857, marca o nascimento da Doutrina Espírita e inicia a Codificação Espírita organizada por Allan Kardec. Se borram os limites entre vivos e mortos. Uma das primeiras lições de ecocentrismo se encontra na carta escrita em 1854, pelo cacique de Seattle, em resposta ao presidente dos Estados Unidos da América: “Nós somos uma parte da terra e ela faz parte de nós. As flores perfumadas são nossas irmãs. O cervo, o cavalo, a grande águia são nossos irmãos. As rochas escarpadas, o aroma das pradarias, o ímpeto dos nossos cavalos e o homem — todos são da mesma família.” Netuno esteve em Aquário de 1998 a 2012 Os Direitos da Natureza é um movimento que começa pelo reconhecimento dos direitos indígenas (como a Constituição Brasileira de 1988) e culmina com as constituições do Equador de 2008 e da Bolívia de 2009. Baseando-se nos interesses culturais dos povos locais, reconheceram os direitos da natureza de forma efetiva, de maneira até mesmo a elevar a Pachamama (natureza) como sujeito de direitos. Esta mudança paradigmática propõe a transição de uma visão antropocêntrica para uma ecocêntrica ao defender uma perspectiva relacional mais harmônica entre as pessoas e a Natureza; uma perspectiva que rompe com o modelo utilitarista no qual os humanos consideram a Natureza mero recurso apropriável e na qual os seres humanos e não humanos se reconhecem como membros de uma mesma comunidade Planetária. Netuno está em Peixes desde 2012 e ficará até 2026 Temos oportunidade de ampliar o movimento do ecocentrismo já manifestado na passagem anterior, de ir além de limites que impuseram “nós aqui, a natureza lá”, de reconhecermo-nos como todos e todas pertencentes a uma só raça – a humana – que coabita o mesmo planeta. Vejam, por exemplo, as manifestações contra uso de animais em testes de laboratório ou as duras críticas, chegando a pedidos de abdicação do Rei Juan Carlos – na Espanha – por conta de suas caçadas a elefantes em abril de 2012. Outra área onde os limites são dissolvidos, ou quase, é a lei de cotas, instituída em 2012, que cria oportunidades para que cidadãos e cidadãs brasileiras que não tiveram acesso à educação de qualidade por conta de serem oriundos de famílias onde quase sempre a cor da pele é o que abre ou fecha portas, possam estudar em universidades federais e assim conquistar um lugar de igualdade. Nesta nova passagem de Netuno por Peixes a configuração astrológica não é exatamente a mesma de 160 anos atrás, mas temos um aliado importante: Urano – aquele que derruba o que está ultrapassado pra que nossa compreensão se amplie – está no signo de Touro, signo do elemento terra, simbolizando novos usos dos bens coletivos, entre eles usos não degradantes, não só utilitários do planeta. E que deem voz ao que esteve na periferia da importância até agora. “A vida não é útil”, título de um livro de Ailton Krenak, resume bem o que me levou a escrever estas considerações para refletirmos juntos e juntas. O que Netuno em Peixes sugere, simboliza, provoca, é sonharmos coletivamente, nas palavras de Krenak, que o futuro é ancestral. A sabedoria de tudo que sempre esteve no planeta e que não aponta para nenhuma espécie em particular pode ser nossa guia na dissolução de limites, na vivência da compaixão, de honrar os direitos de tudo, de todos e todas, e urgentemente agora os Direitos da Natureza. Ligia Brock Astróloga NOS ACOMPANHENAS REDES SOCIAIS Facebook Instagram Youtube ÚLTIMAS NOTÍCIAS Direitos da Natureza Read More Comitesinos institui GT para definir mecanismo e preço pelo uso da água Read More Mudanças Climáticas: por que você não sabe de nada? Read More Considerado extinto no RS, tamanduá-bandeira é registrado no Parque do Espinilho Read More PrevAnterior17 Dezembro-Dia Nacional do Bioma Pampa PróximoMudanças Climáticas: por que você não sabe de nada?Next Compartilhe
Comitesinos institui GT para definir mecanismo e preço pelo uso da água

Comitesinos institui GT para definir mecanismo e preço pelo uso da água O Comitesinos instituiu um Grupo de Trabalho (GT) para tratar do tema Cobrança pelo Uso dos Recursos Hídricos em maio de 2023, inclusive com a participação da Agência Nacional de Águas e Saneamento. O GT desenvolveu uma proposta de mecanismo para a cobrança e realizou simulações, através das outorgas dos usuários, para verificar a capacidade de arrecadação. A implementação deste instrumento, a cobrança pelo uso dos recursos hídricos, é fundamental para a recuperação da Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos. Conforme a Lei Estadual nº 10.350/94, os recursos arrecadados em uma bacia devem ser destinados para recuperação da própria bacia, bem como do comitê, que através da participação democrática das suas categorias, deve definir quais ações do seu Plano de Bacia receberão o aporte financeiro arrecadado. De agosto a outubro, representantes das categorias de Abastecimento Público, Indústria e Produção Rural foram incorporados ao GT para contribuições. No final de novembro o GT Cobrança se reuniu novamente, ocasião em que os representantes das categorias de usuários fizeram as últimas contribuições dos seus setores para a finalização da proposta que será submetida ao colegiado na Reunião Ordinária do Comitesinos. “Temos ciência que há a necessidade de instituir as Agências Regionais (Lei Estadual) ou definir uma Agência Delegatária (Lei Federal) para a aplicação da cobrança, no entanto estamos cumprindo nosso papel para a implementação deste instrumento para a gestão das águas no Rio Grande do Sul, que existe há 29 anos e não foi instituído”, reforça Viviane Feijó Machado, presidente do Comitesinos. “O Rio Grande do Sul sempre esteve à frente das principais iniciativas relacionadas à gestão das águas, desde a criação do Comitesinos, primeiro comitê de bacia hidrográfica do Brasil (Decreto Estadual nº 32.774/88), até a elaboração da Lei Gaúcha das Águas (Lei 10.350/94), que instituiu a cobrança”, explica Viviane. “A cobrança é fundamental para garantir investimentos na bacia e oferecer água em quantidade e qualidade para os múltiplos usos. Há diversos resultados excelentes em outros estados,” complementa. Por meio da cobrança, os setores que retiram água ou prejudicam sua qualidade, devem pagar pelo uso deste bem comum. O trabalho do GT vem recebendo apoio técnico e orientação do especialista em Recursos Hídricos e Saneamento Básico da Agência Nacional de Águas e Saneamento (ANA) Giordano Bruno Bomtempo de Carvalho, do coordenador substituto na Coordenadoria de Sustentabilidade Financeira e Cobrança (CSCOB) da ANA, Marco Antônio Amorim, e da chefe da Divisão de Planejamento e Gestão do Departamento de Recursos Hídricos e Saneamento da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Planejamento (SEMA/RS), Raíza Cristóvão Schuster. Comitesinos NOS ACOMPANHENAS REDES SOCIAIS Facebook Instagram Youtube ÚLTIMAS NOTÍCIAS Comitesinos institui GT para definir mecanismo e preço pelo uso da água Read More Mudanças Climáticas: por que você não sabe de nada? Read More Considerado extinto no RS, tamanduá-bandeira é registrado no Parque do Espinilho Read More 17 Dezembro-Dia Nacional do Bioma Pampa Read More PrevAnteriorArquiteto e ativista urbano em Porto Alegre, Nestor Ibrahim Nadruz morre aos 94 anos PróximoConsiderado extinto no RS, tamanduá-bandeira é registrado no Parque do EspinilhoNext Compartilhe
Mudanças Climáticas: por que você não sabe de nada?

Mudanças Climáticas: por que você não sabe de nada? A academia – a produção científica – é uma caixa preta. Assim é também o universo de iniciativas envolvendo questões climáticas que estão acontecendo mundo afora. Tanto conhecimento é produzido, tantas pesquisas são desenvolvidas, mas pouco chega para a sociedade o que significam os avanços e as descobertas. Todo esse conhecimento deve ser “mediado”, ou melhor, explicado de uma forma simples para que as pessoas possam entender o que isso afeta na vida delas. Ouvi da juíza federal Rafaela Rosa, no 11º Fórum Gaúcho de Gestão Ambiental (FIGA), promovido pela Associação Riograndense de Imprensa e Ministério Público do RS, a importância dos jornalistas na disseminação do relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, sigla em Inglês). A juíza contou que o IPCC vem desde 1988 reunindo informações, estudando, trocando informações sobre o aumento da temperatura do planeta. Mas os dados, o trabalho do grupo de cientistas, que reúne milhares de pesquisadores de vários cantos do mundo, só se tornou conhecido depois que jornalistas tornaram os milhares de trabalhos técnicos em uma linguagem mais palatável. Tanto que o IPCC dividiu o Prêmio Nobel da Paz de 2007 com o vice-presidente americano Al Gore. Rafaela Rosa, que atua no Tribunal Regional Federal da 4ª Região, alerta que vai aumentar a judicialização envolvendo uma série de variáveis que a crise climática implica. Seguradoras, por exemplo, já estão se negando a assinar contratos em áreas de risco, como Malibu, nos Estados Unidos. Já pensaram como ficará o seguro agrícola no Brasil? Tudo isso para contextualizar que tanto as empresas como imprensa e governos precisam se preparar para comunicar o que significam as medidas a serem tomadas com relação ao clima. Planos para tratar de clima no RS É imprescindível que a sociedade, a imprensa saiba conectar o que representa o desmonte das políticas de proteção ambiental frente a esse “novo normal”. Sim, teremos mais eventos extremos pela frente. O governador Eduardo Leite afirmou algumas vezes durante o lançamento do ProClima 2050, o quanto o agro não é o vilão do clima. Só que, no mesmo dia, foi divulgado um estudo pelo Observatório do Clima, a partir de dados do Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SEEG), que aponta as cadeias produtivas alimentares como responsáveis por 73,7% das emissões brutas de GEE do Brasil em 2021. Do total de 2,4 bilhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente (tCO2e) lançadas na atmosfera pela economia brasileira em 2021, cerca de 1,8 bilhão foram decorrentes da produção de alimentos no Brasil. A esmagadora maioria (1,4 bilhão de tCO2e) desse montante está relacionada à produção de carne bovina. Se fosse um país, essa indústria seria o 7º maior emissor de GEE do planeta, à frente de países como o Japão. Não vi circular esses dados na imprensa gaúcha. Há muita coisa acontecendo que as pessoas ou não tem acesso ou omitem a circulação porque há outros interesses. Ou seja, para encarar esse cenário precisamos, pelo menos, que as pessoas que entendem o quanto tudo está interligado saibam decodificar os fatos que acontecem a sua volta como que está acontecendo no mundo. Sílvia Marcuzzo Jornalista NOS ACOMPANHENAS REDES SOCIAIS Facebook Instagram Youtube ÚLTIMAS NOTÍCIAS Mudanças Climáticas: por que você não sabe de nada? Read More Considerado extinto no RS, tamanduá-bandeira é registrado no Parque do Espinilho Read More 17 Dezembro-Dia Nacional do Bioma Pampa Read More Arquiteto e ativista urbano em Porto Alegre, Nestor Ibrahim Nadruz morre aos 94 anos Read More PrevAnteriorPF prende “Reis do Soja” no RS e outros Estados por Contrabando bilionário de grãos e agrotóxicos Próximo17 Dezembro-Dia Nacional do Bioma PampaNext Compartilhe
Considerado extinto no RS, tamanduá-bandeira é registrado no Parque do Espinilho

Considerado extinto no RS, tamanduá-bandeira é registrado no Parque do Espinilho Um tamanduá-bandeira, espécie considerada extinta no Rio Grande do Sul há 130 anos, foi fotografado no norte do Parque Estadual do Espinilho, na fronteira Oeste do Rio Grande do Sul. A imagem foi divulgada pela Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema) somente nesta segunda-feira (18), apesar do primeiro registro ter sido feito em junho deste ano. Na ocasião, o flagrante surpreendeu um grupo de ambientalistas que fazia uma expedição em busca de animais silvestres na Unidade de Conservação da Barra do Quaraí. Os pesquisadores instalaram os equipamentos fotográficos acionados a distância para registrar os habitantes do parque em estado selvagem com a menor interferência humana possível. Não esperavam, todavia, captar a imagem de um tamanduá-bandeira, descoberta agora considerada muito importante. “A gente acredita que esse bicho seja uma expansão do trabalho de reintrodução feito na Argentina, lá em Esteros del Iberá, do trabalho da Fundação Rewilding. Esses animais estão adentrando o Rio Grande do Sul. No Uruguai, o tamanduá também já tinha sido extinto no mesmo período em que isso aconteceu aqui no Pampa brasileiro”, explicou o biólogo Fábio Mazim, que atua no Parque do Espinilho e faz parte do grupo responsável pelo registro. Após a primeira aparição, outras imagens da espécie foram obtidas no mesmo parque. As captações foram feitas em turnos distintos, nos meses de julho, agosto e setembro. Conforme o biólogo da Unidade de Conservação, não foi possível concluir se todos os registros correspondem ao mesmo animal ou se haveria uma dupla. A única certeza é de que há ao menos um novo inquilino no parque. Além de ressaltar a riqueza da biodiversidade na região, a descoberta demonstra a importância do Parque do Espinilho para a pesquisa e a conservação de espécies raras e ameaçadas. A descoberta do tamanduá-bandeira no RS será relatada em um trabalho científico, desenvolvido em colaboração com pesquisadores da Argentina e do Uruguai. Fonte: Sul21 Tamanduá-bandeira foi flagrado por uma câmera fotográfica posicionada na mata. Foto: Reprodução NOS ACOMPANHENAS REDES SOCIAIS Facebook Instagram Youtube ÚLTIMAS NOTÍCIAS Considerado extinto no RS, tamanduá-bandeira é registrado no Parque do Espinilho Read More 17 Dezembro-Dia Nacional do Bioma Pampa Read More Arquiteto e ativista urbano em Porto Alegre, Nestor Ibrahim Nadruz morre aos 94 anos Read More PF prende “Reis do Soja” no RS e outros Estados por Contrabando bilionário de grãos e agrotóxicos Read More PrevAnteriorMaior crime da indústria da agrotóxicos completa 39 anos PróximoArquiteto e ativista urbano em Porto Alegre, Nestor Ibrahim Nadruz morre aos 94 anosNext Compartilhe
17 Dezembro-Dia Nacional do Bioma Pampa

17 Dezembro-Dia Nacional do Bioma Pampa Nesse Dia Nacional do Bioma Pampa, ressaltamos suas belezas, mas também o quanto ele precisa de ampla articulação e defesa para seguir existindo. O Pampa é o bioma brasileiro com a maior perda percentual de áreas naturais. A diminuição dos campos nativos do Pampa decorre das expansões da produção agrícola, da silvicultura e das pastagens cultivadas, sendo a soja o principal cultivo a substituir os campos nos últimos anos. Temos ainda outras ameaças: a crescente utilização de agrotóxico e a fragilidade do bioma devido à pouca proteção legal. O Pampa é o bioma com menor área percentual protegida em unidades de conservação, com apenas 2,8% do território protegido. É um bioma partilhado, se estendendo pelo Brasil, Argentina e pelo Uruguai, ocupando, assim, uma área total de 700 mil quilômetros quadrados. Na sua formação, temos as coxilhas e morros rupestres, planícies e serras. A vegetação é composta principalmente por herbáceas, arbustos e árvores pequenas, com clima subtropical e solo arenoso. Na fauna característica, temos ema, perdiz, joão-de-barro, quero-quero e caturrita, como algumas das aves que escolhem o Pampa como lar. O charmoso sapinho-de-barriga-vermelha se destaca entre os anfíbios. Já entre os mamíferos, há tuco-tucos, furões e veados-campeiros, entre outros. NOS ACOMPANHENAS REDES SOCIAIS Facebook Instagram Youtube ÚLTIMAS NOTÍCIAS 17 Dezembro-Dia Nacional do Bioma Pampa Read More Arquiteto e ativista urbano em Porto Alegre, Nestor Ibrahim Nadruz morre aos 94 anos Read More PF prende “Reis do Soja” no RS e outros Estados por Contrabando bilionário de grãos e agrotóxicos Read More Maior crime da indústria da agrotóxicos completa 39 anos Read More PrevAnteriorQuem foi Wangari Maathai, vencedora do Prêmio Nobel citada por Lula na COP28 PróximoPF prende “Reis do Soja” no RS e outros Estados por Contrabando bilionário de grãos e agrotóxicosNext Compartilhe
Arquiteto e ativista urbano em Porto Alegre, Nestor Ibrahim Nadruz morre aos 94 anos

Arquiteto e ativista urbano em Porto Alegre, Nestor Ibrahim Nadruz morre aos 94 anos Porto Alegre perdeu neste fim de semana o arquiteto e urbanista Nestor Ibrahim Nadruz. Ele estava com 94 anos de idade e foi sepultado no domingo, dia 7.Ativista urbano e ambiental, Nadruz foi coordenador do movimento Porto Alegre Vive, formado por associações e movimentos de moradores da Capital que participaram ativamente do debate de revisão do Plano Diretor na primeira década dos anos 2000. Por sua atuação destacada, coordenou o Fórum de Entidades da revisão na Câmara Municipal em 2007.A vida do arquiteto perpassou muitas pautas coletivas, tendo sido um dos fundadores do Foto Cine Clube Gaúcho, conselheiro da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan) e do Grêmio. Nos debates sobre o planejamento urbano de Porto Alegre, também integrou o Conselho do Plano Diretor como representante da região 6 de gestão do planejamento.“Foi apoiador de primeira hora do nosso Movimentos da Rua Gonçalo de Carvalho”, recorda Cesar Cardia, um dos mobilizadores do grupo, que disponibilizou à Coluna registros em imagem e texto sobre a atuação de Nadruz. Cardia destaca o conhecimento da legislação, o incentivo à participação e o perfil conciliador do arquiteto, que “tinha uma liderança rara para unir pessoas de pontos de vista diferentes, que normalmente nem se falariam”. Em publicações no Facebook, os filhos falaram de outros perfis do pai: Marcelo lembrou de Nadruz como “amante da Música e da Arte”; Mauro citou as diversas atividades das quais o pai participou contou que ele foi um “ambientalista com um olho no futuro e um na proteção sustentável das cidades como um local voltado para as pessoas e a natureza”. Nestor Ibrahim Nadruz foi casado com Lygia por 65 anos e teve 3 filhos e 5 netos. Fonte: Jornal do Comércio Arquiteto e urbanista Nestor Ibrahim Nadruz Arquivo Amigos da Rua Gonçalo de Carvalho/ NOS ACOMPANHENAS REDES SOCIAIS Facebook Instagram Youtube ÚLTIMAS NOTÍCIAS 17 Dezembro-Dia Nacional do Bioma Pampa Read More Arquiteto e ativista urbano em Porto Alegre, Nestor Ibrahim Nadruz morre aos 94 anos Read More PF prende “Reis do Soja” no RS e outros Estados por Contrabando bilionário de grãos e agrotóxicos Read More Maior crime da indústria da agrotóxicos completa 39 anos Read More PrevAnteriorQuem foi Wangari Maathai, vencedora do Prêmio Nobel citada por Lula na COP28 PróximoPF prende “Reis do Soja” no RS e outros Estados por Contrabando bilionário de grãos e agrotóxicosNext Compartilhe